“ZAIRE” E “BÉRRIO” LARGAM PARA MISSÃO EM SÃO TOMÉ

Teve lugar no dia 3 de Janeiro, na Base Naval de Lisboa (BNL), no Alfeite, a cerimónia de despedida do patrulha NRP “ZAIRE” e do reabastecedor de esquadra NRP “BÉRRIO”, que logo após largaram do cais e iniciaram o seu caminho para São Tomé.

A cerimónia foi presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, com a presença do Embaixador de S. Tomé, Secretário de Estado da Defesa Nacional, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Chefe do Estado-Maior da Armada, Presidente da Camara Municipal de Almada, Presidente da Comissão Parlamentar da Defesa, Chefias da Armada, antigos Comandantes do “ZAIRE” assim como familiares dos membros das guarnições.

Com todos os navios sitos na BNL embandeirados em arco, o “ZAIRE” e o “BÉRRIO” encontravam-se, com as suas guarnições em postos de honras militares, atracados no cais nº 8, onde, frente à tribuna, formaram deputações das suas guarnições, chefiadas pelos seus Comandantes.

Na ocasião usou da palavra o Comandante Naval, V/Alm. Gouveia e Melo, que resumiu a missão do “ZAIRE” que, durante um ano, irá ter papel importante no apoio à capacitação operacional da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, visando o reforço da vigilância e fiscalização dos espaços marítimos daquele País. De seguida fez uma intervenção o Ministro da Defesa Nacional na qual salientou o facto do Golfo da Guiné ser uma área de interesse estratégico nacional e onde se colocam importantes desafios à segurança marítima internacional.

Seguiu-se a entrega da bandeira nacional pelo Almirante CEMA a cada um dos dois Comandantes, que iriam ser içadas nas adriças na posição de “a navegar” após a recolha a bordo das atrás citadas deputações, ao som da Marcha dos Marinheiros tocada pela Banda Armada, que tocou o Hino Nacional na ocasião do içar das bandeiras a bordo. De imediato os navios “tocaram à faina” e prepararam a largada. Pouco passava das 15:00 quando largou o “ZAIRE” e pouco depois o “BÉRRIO” ao som das habituais saudações sonoras dos outros navios sitos e do adeus dos familiares.

De salientar que o “ZAIRE” foi aumentado ao efectivo dos navios da Armada em Dezembro de 1971, sendo o sétimo patrulha da classe CACINE, navios concebidos e construídos em estaleiros portugueses para actuação em águas africanas. Sendo um navio em serviço há mais de 45 anos apresenta ainda uma boa condição, tendo sido para esta missão alvo de uma cuidada preparação. O “BÉRRIO” tem como missão 

o apoio logístico ao patrulha “ZAIRE” e posteriormente à fragata “ÁLVARES CABRAL” que em breve irá deslocar-se para o Golfo da Guiné integrando a operação “Mar Aberto” que visa a manutenção da segurança marítima naquela área.

O.T.O.

Notícia completa






DOCA DO CNS DESASSOREADA

A APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, realizou uma intervenção na Doca do Clube Naval Setubalense (CNS), removendo das areias que haviam assoreado aquela infra-estrutura náutica e que limitava fortemente o normal movimento de embarcações de recreio, repondo assim as condições operacionais da rampa e de entrada na doca. Com esta acção, os desportistas náuticos podem desenvolver a sua actividade, com as embarcações do CNS, utilizando a infra-estrutura em condições de segurança e sem limitações de marés.

A limpeza da doca, onde nos últimos anos se verificou um aumento do assoreamento fruto do transporte de areias provenientes da Ribeira do Livramento, foi feita através da aspiração de todos os sedimentos a partir de uma plataforma flutuante munida de bomba mista de injecção e aspiração, com minimização de impactes para a navegação bem como para as actividades lúdicas e cumprindo todos os requisitos de segurança.

Estes trabalhos de limpeza da doca representaram um investimento de cerca de  18 mil €, tendo sido removidos cerca de 1 500 m3 de areia e detritos.

Notícia completa






NOVOS CORPOS SOCIAIS NOS AUDITORES DE DEFESA

Os novos corpos sociais da AACDN – Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional, foram eleitos no passado dia 7 de Novembro, em Assembleia-Geral realizada no IUM–Instituto Universitário Militar, em Lisboa. A Direcção é presidida pelo Dr. João Farinha Franco, a Mesa da Assembleia Geral pelo Dr. António Lopes Tavares e o Conselho Fiscal pelo Dr. José António Silva e Sousa.  Como Vice-Presidentes da Direcção foram também eleitos ISABEL FRAGOSO e CARLOS SEIXAS DA FONSECA.

Os muitos associados da AACDN, civis, militares e membros das forças de segurança, frequentaram ao longo dos anos os Cursos de Defesa Nacional ministrados pelo IDN – Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa e no Porto, e exercem as suas actividades profissionais em todo o território nacional. Como cidadãos qualificados estão dispostos a contribuir para a prossecução dos interesses estratégicos de Portugal e a participar no debate e definição das grandes orientações da estratégia nacional.

A AACDN tem, neste momento, Delegações nas cidades do Porto, Coimbra e no Funchal.

ENA N – Editora Náutica Nacional, Lda., empresa que edita a REVISTA DE MARINHA, tem desde 19 de Março de 2015 um “Protocolo de Colaboração” com a AACDN, visando particularmente as temáticas relacionadas com o Mar.

A Confraria Marítima de Portugal saúda calorosamente os novos Corpos Sociais da AACDN, formulando votos de um trabalho profícuo e de muitos sucessos nas suas futuras actividades.

 

Notícia completa






SEMINÁRIO “ESTRATÉGIAS MARÍTIMAS PARA O SÉCULO XXI”

No passado dia 11 de dezembro, e integrado nas Comemorações dos 700 anos da Marinha, decorreu na Escola Naval um seminário internacional, dedicado à Estratégia Marítima. Durante todo o dia abordou-se o Mar, numa perspetiva ampla, que abrangeu as vertentes jurídica, económica e de segurança marítima. Este evento contou com a presença de diversos palestrantes de renome nas respetivas áreas, nacionais e estrangeiros, bem como um amplo público que incluiu vários dos representantes das marinhas amigas que participaram nas mencionadas comemorações.

Este seminário permitiu abordar temas diversos, alguns com perspetivas quase opostas que, na vertente jurídica, incluiu os diferentes e complexos conceitos jurídicos ligados ao mar, assim como da apropriação das áreas do mar, que são de todos, por alguns Estados, estranhamente a coberto de situações perfeitamente legais. Em termos económicos, foi mencionada a falta de ligação que muitas vezes ocorre entre os diversos intervenientes na economia do mar, que leva à não contabilização para o crescimento económico de um país, de áreas e bens, aparentemente com pouca ligação ao mar. O mesmo ocorre com a investigação nas áreas ligadas ao mar que, segundo um dos oradores, deve passar por uma forte presença do Estado. Em termos de segurança marítima, falou-se na importância da Cultura Estratégica Naval na elaboração da estratégia nacional, num país como o nosso, com um espaço marítimo já imenso, mas que se espera vir a aumentar em breve com a Extensão da Plataforma Continental. Mas, também, no papel que as Marinhas tiveram, e ainda têm, nas relações internacionais, em particular nas mais recentes formas de atividade política e militar – as coligações –. Esta forma de intervenção, que apenas pode ser realizada por meios navais, tem uma vantagem muito grande, comparativamente com todas as outras, pois permite estar numa determinada área, mas deixando opções abertas de intervenção.

No fundo, falou-se do Mar, de uma forma pouco habitual em Portugal, estando a Marinha e a Escola Naval de parabéns pela realização do evento.

A.S.

Notícia completa






ASSOCIAÇÃO COMANDANTE CARVALHO ARAÚJO

No passado período de 6 a 8 de Outubro decorreu na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, no âmbito da iniciativa “LIGAR AO MAR”, o 1º acampamento marítimo e regata “Comandante Carvalho Araújo”, que contou com a participação de 58 jovens escuteiros marítimos dos Agrupamentos 797 – Nova Oeiras, 929 – Belém, 1100 – Parque das Nações e 1180 – Santa Cruz, Barreiro, com idades entre os 10 e os 14 anos de idade, acompanhados de 19 elementos dirigentes, para os enquadrar.

REGATA EM EMBARCAÇÕES DA CLASSE “SCOUT”

O evento, que contemplou uma regata com 13 embarcações “scout” (adaptação da classe “dot”) na tarde de sábado, foi organizado pela Associação Comandante Carvalho Araújo (ACCA) e contou com o imprescindível apoio da Marinha Portuguesa e do Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada (CNOCA).

CRIANÇAS E JOVENS EM CONTACTO COM A ARMADA

Tendo os escuteiros marítimos entrado na BNL ao final do dia 6, o programa de actividades dos dias seguintes iniciou-se com a presença, em formatura, na cerimónia de içar da Bandeira Nacional. Na manhã do dia 7 decorreram visitas à fragata “CORTE REAL” e à Escola Naval, incluindo ao seu Museu e ao Simulador de Navegação. Durante a cerimónia de entrega de prémios da regata e de placas comemorativas do evento, ao final da tarde, os Presidentes da Direcção da ACCA e da Direcção do CNOCA, bem como o Coordenador da Equipa Nacional Marítima do Corpo Nacional de Escutas (CNE) e o Comodoro 2º Comandante Naval, em representação do Almirante Comandante Naval, a encerrar, dirigiram umas breves palavras aos jovens escuteiros marítimos, demais participantes no evento e convidados presentes, incluindo associados da ACCA e dirigentes do CNE. No dia 8 de manhã, após a Eucaristia, teve ainda lugar a realização de prova de conhecimentos, em ligação com circuito pedestre realizado em equipa.

O PROGRAMA “LIGAR AO MAR”

A presente iniciativa da ACCA inscreve-se no âmbito do seu programa “Ligar ao Mar”, que se destina a promover, organizar e apoiar um conjunto de projectos e acções tendentes à sensibilização e aproximação dos cidadãos em geral, e dos jovens em especial, ao mar e às diversas actividades náuticas, navais e marítimas. Com base nesta experiência, pretende a ACCA promover idêntica iniciativa em 2018, ano em que a 14 de Outubro ocorre o centenário do combate em que o então 1º Ten. José Botelho de Carvalho Araújo, quando comandava o NRP “AUGUSTO CASTILHO”, enfrentou o submarino alemão U 139 e permitiu, com o sacrifício da própria vida, que o paquete “SAN MIGUEL”, que escoltava e os seus 206 passageiros embarcados, chegassem sãos e salvos a Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel, nos Açores.

A Confraria Marítima de Portugal felicita a ACCA por esta sua interessante iniciativa, que gostosamente se divulga, fazendo votos para que em 2018 e anos seguintes muitas mais iniciativas semelhantes se venham a concretizar.

Notícia completa






CEGO DO MAIO – 200 ANOS

No passado dia 7 de Outubro, na cidade da Póvoa de Varzim, realizou-se a conferência “SALVAGUARDA DA VIDA HUMANA NO MAR” que, a par da inauguração da exposição “Cego do Maio e a História Trágico-Marítima dos Poveiros” e da apresentação da edição do livro “Cego do Maio – Anjo da Salvação”, constituíram o evento de abertura do ano dedicado, pelo Município da Póvoa de Varzim, às comemorações dos 200 anos do nascimento do Cego do Maio.

José Rodrigues Maio, mais conhecido como Cego do Maio ou Ti’ Maio (Póvoa de Varzim, 8 de Outubro de 1817 – 13 de Novembro de 1884) foi herói, salva-vidas e pescador poveiro do século XIX. É a figura mais representativa da cidade e visto como um herói, tinha como marca familiar o meio-sarilho. Era pescador sardinheiro. Nasceu na Rua dos Ferreiros e faleceu na sua casa na Rua de Poça da Barca (expansão da Rua da Areia), hoje denominada Rua 31 de Janeiro. Galardoado com a mais alta condecoração do Estado, o Colar de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e a medalha de ouro da Real Sociedade Humanitária do Porto, colocadas pessoalmente pelo Rei D. Luís I, pelas mais de 80 vidas que salvou no mar da Póvoa de Varzim. Contam as gentes da Póvoa que quando o Rei o condecorou, o Cego do Maio retribuiu o seu presente com um punhado de conchinhas (beijinhos do mar), dizendo: “Tome lá ó Ti’ Rei, uns beijinhos para as suas criancinhas brincarem!”

A conferência “SALVAGUARDA DA VIDA HUMANA NO MAR” foi organizada pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, pela Marinha Portuguesa, pela Associação “Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar” e pela PwC. Estiveram presentes na mesa o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa da Varzim, Eng. Aires Pereira, o Chefe de Estado-Maior da Armada Almirante António Silva Ribeiro, o Director Geral da Autoridade Marítima, Vice-Almirante Luís Sousa Pereira, o Presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, Mestre Festas e o sócio (partner) da PwC Miguel Marques.

Na conferência, que se iniciou com um minuto de silêncio por todas as vítimas que não se conseguiram salvar no mar, foram debatidos temas importantes para o desenvolvimento das actividades relacionada com a salvaguarda da vida humana no mar. Após a abertura da conferência efectuada pelo Presidente da Câmara Municipal da Póvoa da Varzim, Eng. Aires Pereira, e pelo Chefe de Estado-Maior da Armada, Almirante Silva Ribeiro, onde foram enaltecidos os méritos da acção do Cego do Maio e a forma como os Poveiros sentem este herói, o Director Geral da Autoridade Marítima, Vice-Almirante Luís Sousa Pereira tomou a palavra para fazer uma apresentação sobre o estado actual do dispositivo dedicado à Salvaguarda da Vida Humana no Mar onde revelou, em primeira mão, que o porto da Póvoa de Varzim iria ter um sistema “Costa Segura” reforçando assim o sistema de segurança daquele porto. Após a palestra efectuada pelo Director Geral da Autoridade Marítima seguiu-se um animado debate moderado por Miguel Marques onde o Mestre Festas informou sobre o ponto de situação dos trabalhos da Associação “Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar” e, em resposta a um desafio levantado pela assistência, o Almirante António Silva Ribeiro sugeriu que existe espaço para a criação de um projecto que una ainda mais os esforços da Marinha com as entidades da sociedade civil interessadas em ajudar à melhoria da salvaguarda da vida humana no mar, baptizando esse projecto de “PROJECTO CEGO DO MAIO”.

Miguel Marques

Notícia completa






“COMANDAR NO MAR”

Pode já encomendar a obra “COMANDAR NO MAR”, recentemente publicada pelas “Edições Revista de Marinha”, com um prefácio do Prof. Dr. João Carlos Espada.

Julgo que ninguém contesta a importância da figura do “chefe”, qualquer que seja a sua designação em concreto; em qualquer organização será, provavelmente, a pessoa de maior relevo. Como referia Camões … “um fraco Rei faz fraca a forte gente”. Napoleão, num registo diferente, dizia … “não há maus regimentos, há maus coronéis”. Em perspectivas diferentes ambos acentuam a importância da liderança.

No Mar, um Comandante é ainda mais importante. As guarnições vivem isoladas, semanas ou mesmo meses a fio, nos seus navios, que operam num meio muitas vezes hostil. Uma decisão errada do Comandante, na navegação ou na manobra, pode colocar em risco o navio e todos os que lá estão a bordo; a confiança na capacidade profissional do Comandante é algo a assinalar e a reter.

Nestas circunstâncias, se o Comandante é uma figura tão importante, como referimos, há que escolher os mais aptos para exercerem aquele cargo e dar-lhes a melhor preparação possível para o seu exercício.

O livro que agora se edita recolhe os testemunhos inspiradores de antigos Comandantes de navios de guerra e de navios da Marinha Mercante, incluindo dois textos assinados por Oficiais da Reserva Naval. Serão certamente úteis a quem for indigitado para Comandante, permitindo-lhe reflectir sobre os diversos aspectos do exercício das funções de comando no mar e mesmo fazer alguma autoformação; eram estes, aliás, os nossos propósitos iniciais. Mas não só! Este livro será também útil para quem desempenhe funções de chefia ou de comando nos outros ramos das Forças Armadas e de Segurança, e em organizações civis e nas empresas. Desde que exista um chefe, subordinados e colaboradores, e objectivos a atingir, as reflexões que os textos aqui publicados suscitam terão certamente utilidade.

Este livro, de cerca de 300 páginas, está disponível com um preço de capa de 25 € na Loja do Museu de Marinha, na Livraria da Universidade Católica, no Clube Militar Naval e no Clube de Oficiais da Marinha Mercante. Para os assinantes da Revista de Marinha e para os membros das instituições que com esta tem protocolo de colaboração terá o preço especial de 20 €, a que acrescem portes de correio de 3 €. Poderá ser solicitado através do e-mail: revistamarinha@gmail.com ou pelo tlm: 91 996 4738.

Notícia completa






BOAS PRÁTICAS DE SEGURANÇA NO MAR PARA O INVERNO

O workshop “Boas práticas de segurança no mar para o Inverno”, organizado pela Autoridade Marítima Nacional, no cais da Cantareira, foz do Douro, junto à capela-farol de S. Miguel-o-Anjo, ocorrido em 9 de Outubro de 2017, dividiu-se em quatro partes, todas elas de reconhecido relevo e interesse nacional, porque visam dar apoio aos trabalhadores do Mar, quando estes enfrentam inesperados sinistros, ao ponto de colocarem em risco as suas próprias vidas.

Esta reunião teve início com uma breve alocução proferida pelo Director-Geral da Autoridade Marítima, V/Alm. Luís Sousa Pereira, para dar as boas-vindas, cumprimentar e agradecer o interesse demonstrado a todos os presentes, convidados civis e militares dos diversos ramos das Forças Armadas.

Registaram-se apresentações sobre as actividades que há muito são desenvolvidas pela Marinha Portuguesa, inseridas em diversos programas relacionados com a temática proposta. O CFG Ribeiro Ezequiel, abordou o tema «segurança e protecção marítima», a 1ºTEN Ana Reis, referiu-se aos «Centros de coordenação de busca e salvamento marítimo», e o CMG Paulo Sousa Costa, lembrou os esforços que o Instituto de Socorros a Náufragos, através de alguns membros mais destacados das equipas em serviço nos salva-vidas, têm dedicado na aplicação efectiva do programa «Mar seguro». Adiantou igualmente que vão ser abertas candidaturas para preenchimento de vagas, em vários pontos do país, no sentido de serem completadas as equipas em serviço nas estações de salva-vidas, algumas das quais se apresentam deficitárias há alguns anos.

Nas diferentes apresentações, os assuntos visaram a concepção da plataforma marítima, métodos, técnicas, materiais de construção, equipamentos de bordo, documentos náuticos e regras de navegação, equipamentos em terra e no mar, recrutamento e formação dos marítimos, etc. Mereceu igual destaque a referência aos temas da salvaguarda da vida humana no mar, segurança dos navios e das cargas, preservação do ambiente marinho e dos seus recursos, salvaguarda dos recursos existentes na interface costeira bem como dos interesses económicos dos Estados costeiros, etc. São ainda preocupações da Armada o pleno conhecimento do número de navios e embarcações que andam no mar, deficiente formação dos marítimos, bandeiras de conveniência, aumento do comércio mundial, também por via marítima, interferências negativas entre diferentes tipos de navegação, etc.

A segunda parte do workshop contemplou a apresentação do programa que a AMN está a desenvolver sob a designação «Costa segura». Coube a responsabilidade de informar os contornos deste programa ao V/Alm. Sousa Pereira. Trata-se de obter em permanência o conhecimento situacional das zonas costeiras e litorais sob jurisdição das Capitanias, recorrendo a um sistema integrado de hardware e software efectivo, mas de baixo custo. O facto de ser possível dispor destes equipamentos vai permitir promover a segurança da navegação numa área restrita, como por exemplo a entrada numa barra, acompanhando eventuais navios em dificuldade, com avaria ou em arribada forçada; apoiar acções de combate à poluição; e ainda monitorizar a navegação e contribuir para a detecção de actividades ilícitas no mar. Cada estação do sistema «Costa segura» está ou vai sei dotada com componentes COTS (comercial off-the-shelf), radar de banda X, câmara óptica térmica, com capacidade de visão diurna e nocturna, um sistema automático de identificação (AIS) e seguimento de alvos ARPA (Automatic radar plotting aid), com alarmes associados, rádio VHF e software de integração e gestão de informação com visualização em carta electrónica. Mais disse ainda que estão a ser efectuados protocolos de colaboração com administrações portuárias, onde se encontra instalado equipamento que sirva os fins em vista, caso da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo.

Terminada esta apresentação o CEMA Almirante António Silva Ribeiro, lembrou que estão também a ser desenvolvidos outros objectivos, relacionados com a efeméride ligada às comemorações do 200º aniversário do nascimento do “Cego do Maio”, na Póvoa de Varzim, que os responsáveis pela autarquia já esclareceram em nota para a imprensa, nos seguintes termos:

SALVAMENTO MARÍTIMO EM DESTAQUE NA ABERTURA DAS COMEMORAÇÕES DOS 200 ANOS DO NASCIMENTO DO CEGO DO MAIO.

No passado sábado, 7 de Outubro, na Póvoa de Varzim, arrancaram as COMEMORAÇÕES DOS 200 ANOS DO NASCIMENTO DO CEGO MAIO, com a presença do Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante António Silva Ribeiro.

Ao final da manhã, o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, recebeu o Almirante António Silva Ribeiro no edifício dos Paços do Concelho e, de seguida, procederam à deposição de flores no busto de Cego do Maio, no Passeio Alegre. Da autoria do escultor Romão Júnior, o monumento foi construído por iniciativa dos poveiros emigrados no Brasil, em 1909.

No período da tarde, o programa comemorativo decorreu no Museu Municipal com a aposição do selo e do carimbo comemorativos. Seguiu-se a abertura da exposição da exposição “Cego do Maio e a História Trágico-Marítima dos Poveiros”. A Directora do Museu Municipal, Deolinda Carneiro, conduziu uma visita guiada à exposição que destaca a figura e acção do herói poveiro José Rodrigues Maio, utilizando o espólio documental do Museu e Arquivo Municipal, bem como embarcações, peças e fotografias, renovando-se, também, a apresentação das artes de pesca. A mostra estará patente até Outubro de 2018, para que todos tenham oportunidade de visitar.

O Presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, o Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante António Silva Ribeiro, o Vice-Almirante Luís Sousa Pereira e José Festas, Presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar (APMSHM), foram os intervenientes da Conferência “SALVAGUARDA DA VIDA HUMANA NO MAR”, moderada por Miguel Marques, da PwC.

Antes das intervenções, o Presidente da Câmara pediu um minuto de silêncio por aqueles que já não estão entre nós e perderam as suas vidas no mar.

O edil referiu que “a melhor homenagem que podemos fazer a Cego do Maio é aproveitar estas comemorações para falarmos daquilo que era a sua principal actividade, a segurança. Portanto, vamos iniciar as comemorações falando sobre segurança e reflectindo um pouco sobre a economia da pesca, a importância que tem para a nossa comunidade e os desafios que temos pela frente”.

Neste sentido, Aires Pereira transmitiu que “cada vez mais, o porto da Póvoa de Varzim vai ser o porto de referência da actividade da pesca. Devido a profundas alterações que o porto de Leixões vai sofrer nos próximos anos, vai ser necessário fazer um estudo bastante profundo nas zonas de estacionamento do nosso porto, ou seja, vai obrigar a novos desenvolvimentos e um ordenamento do espaço”.

O edil reconheceu que “a actividade profissional da pesca está muito condicionada por causa das condições do porto”, alertando, uma vez mais para a necessidade de dragagens no porto e falta de areia nas nossas praias.

A propósito do salvamento marítimo, o Almirante António Silva Ribeiro indicou que a Autoridade Marítima Nacional tem uma taxa de sucesso do serviço de 97.9%, acrescentando que “somos os melhores porque temos o espírito do Cego do Maio”. E referindo-se, em concreto, à Póvoa de Varzim, revelou que no próximo ano teremos o primeiro salva-vidas da nova geração que se chamará “Cego Maio” e, no início de 2018, será também colocada uma estação do Projecto Costa Segura na nossa cidade. Trata-se da instalação que radares junto às barras que emitem informação digital e permitem um seguimento automático e geração de alarmes em caso de perigo. Além disso, o Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional avançou a criação do Programa Cego do Maio, organização de voluntários que apoie o salvamento marítimo coordenado pelo Instituto de Socorros a Náufragos.

O Almirante António Silva Ribeiro recebeu uma agulha de marear oferecida pelo Presidente da Câmara, uma camisola poveira do Grupo de Amigos do Museu, e ainda uma réplica do antigo salva-vidas Cego do Maio de José Festas.

O Presidente da APMSHM revelou que “nós, pescadores, revemo-nos muito no Cego do Maio porque sempre que vemos alguém em perigo no mar, socorremos”.

O programa desta tarde terminou com a apresentação do livro Cego do Maio e o Mar de Manuela Costa Ribeiro, que a autora dedicou a um dos seus heróis, o pai, acrescentando que “há muitos Cegos do Maio e não é só no mar”.

Fechou esta série de apresentações o Ministro da Defesa, Dr. José Azeredo Lopes, que após breve alocução, sobre a excelente obra que vem sendo desenvolvida pela AMN, foi desde logo instado pelos elementos da comunicação social ali presentes, a quem ofereceu os seguintes comentários:

Por força do projecto «Costa Segura» serão instalados até ao final de 2018, cerca de 30 radares ao longo da costa, incluindo nos arquipélagos da Madeira e Açores. Deste modo estarão criadas condições para no caso de acidente grave no mar, as equipas de salvamento disporem de meios aperfeiçoados, e consequentemente aptas para dar uma resposta mais adequada.

Sublinhou que este workshop não contemplava ser apresentado nesta altura, porém, a necessidade urgente da aplicação dos novos meios na barra do Douro fez antecipar esta decisão, devido ao enorme volume de trafego que existe actualmente no rio.

Para a terceira parte do workshop, que teve lugar a partir da barra do Douro, foi realizado um simulacro de sinistro marítimo, cuja demonstração contou com equipas em serviço nas estações de salva-vidas locais, bem como a participação de equipas de bombeiros preparados para esse efeito. Uma embarcação dava sinais de se encontrar com fogo a bordo, lançando-se a tripulação à água para receber assistência, manobras essas realizadas com resultado satisfatório.

A quarta e última parte serviu para os altos representantes da Autoridade Marítima presentes na cerimónia, a que se juntou o Comandante Naval, V/Alm. Henrique Gouveia e Melo, condecorarem diversos arrais de salva-vidas, que tem dado o melhor de si mesmo no salvamento de náufragos, ao longo dos anos.  Foram igualmente condecorados neste evento vários agentes da Polícia Marítima, pelo serviço prestado em prol das comunidades onde se encontram inseridos, sendo por esse motivo dignos de público louvor.

Reinaldo Delgado

Notícia completa






“ENCONTRO DE MAR” … EM MOURÃO

Teve lugar na Vila de Mourão, no dia 19 de Outubro, junto ao Alqueva, o maior lago artificial da Europa, mais uma edição dos “ENCONTROS DE MAR”, apoiados pela Revista de Marinha.

Desporto, diversão e alegria foram as palavras-chave de um dia pioneiro na Praia Fluvial de Mourão, que reuniu mais de três centenas de jovens, do pré-escolar ao 3º ciclo, numa acção promovida pelas Associação “Economia Azul-Unidos pelo Mar”, EDIA, Câmara Municipal de Mourão, Agrupamento de Escolas de Mourão e Desporto Escolar do Alentejo, com o objectivo de promover o Lago de Alqueva e o território envolvente, assim como proporcionar aos mais novos experiências náuticas únicas adaptando alguns desportos à realidade do Grande Lago.

A manhã começou cedo, no Cais da Aldeia da Luz, com um passeio de barco, no qual as mais de trezentas crianças tiveram oportunidade de navegar pelas águas de Alqueva e de experimentar sensações nunca antes vividas numa travessia náutica entre a Aldeia da Luz e Mourão.

Com o apoio e empenhamento do Desporto Escolar do Alentejo e seus monitores a Praia Fluvial de Mourão foi palco de várias actividades desportivas, divididas por estações, adaptadas à realidade de Alqueva, e implementadas no âmbito do projecto “Alqueva vai à Escola”. A primeira parte do evento contou também com o apoio do Centro de Canoagem de Mértola, Centro de Remo de Avis e de Vela de Ponte de Sor,  permitindo desta forma dinamizar actividades náuticas como SUP – Stand-Up Padle, Canoagem, Windsurf e Kite-Surf, num claro sentido de apoio e incentivo à criação de um Centro Náutico em Mourão, ao mesmo tempo que decorriam pela praia actividades como tag-rugby, futebol de praia, boccia/petanka, indyaka, estafetas com ringues, badminton, corfebol, volley de praia, jogos de praia com raquetes e jogos tradicionais. Aos mais novos foi dada a oportunidade de em plena praia se tornarem “cientistas” por uma manhã e fazerem experiências altamente divertidas. De assinalar a presença do campeão de Kite-surf Francisco Lufinha, que conviveu com a juventude, mas que não chegou a fazer a demonstração prevista por falta de vento; ficou a promessa de uma nova vinda.

Para além do festival náutico o dia foi preenchido com uma exposição com minifeira de empresas e uma conferência-debate no auditório da Santa Casa da Misericórdia, completamente cheio, no qual esteve em evidência o Lago de Alqueva e as oportunidades que este pode criar, directa ou indirectamente, para a economia local. No fim, teve lugar uma degustação de “pescado do nosso mar”, cortesia da DOCAPESCA, acompanhada pelos excelentes vinhos locais, da Adega Cooperativa da Granja.

O evento que agora se realizou em Mourão, mas que já decorreu noutras cidades e vilas costeiras, destinou-se a lançar o debate sobre a problemática da “Economia Azul” e a formar e informar as empresas e as forças vivas do município para as oportunidades que o Alqueva, tal como o Mar, oferece numa perspectiva de criação de valor e de novos empregos.

A Revista de Marinha, media partner da Associação Economia Azul-Unidos pelo Mar, esteve presente na minifeira de empresas e com gosto divulga este evento, felicitando a organização por uma acção conseguida na sua plenitude.

Notícia completa






SETÚBAL EXPORTA NOVO MODELO DA WOLKSWAGEN

O novo modelo da Volkswagen, o T-ROC, teve o seu primeiro embarque a 16 de Outubro, através do Terminal Ro-Ro do Porto de Setúbal. No navio “ROCKIES HIGWAY”, com destino a Emden, na Alemanha, embarcaram cerca de 1 800 carros deste novo modelo da VW, cuja produção foi recentemente iniciada na fábrica da AUTOEUROPA, em Palmela, para além de outros modelos.

Para assinalar esta primeira operação portuária marcaram presença no Terminal e assistiram à operação de carga, Lídia Sequeira, Presidente do Porto de Setúbal, Manfred de Vries e António Oliveira, representantes da Volkswagen Logistics, e Rogério Salgueiro, da Navipor, empresa estivadora responsável pela operação.

Na ocasião, Lídia Sequeira realçou a importância que o parceiro Volkswagen tem para o Porto de Setúbal há muitos anos, acrescentando que as expectativas que este novo modelo cria são grandes e que prevê irá ser um grande sucesso. Manfred de Vries agradeceu a cooperação do Porto de Setúbal e destacou a importância deste primeiro embarque do novo modelo, prevendo atingir brevemente os 2 milhões de veículos VW movimentados através deste Terminal no Porto de Setúbal.

Até Setembro foram movimentados já 154 mil veículos no Porto de Setúbal, o que corresponde a um aumento superior a 24%, face ao mesmo período em 2016 (124 mil veículos), com 61 mil a serem exportados. Com a intensificação da produção do T-ROC, os números do transporte deste tipo de carga, Ro-Ro, vão aumentar significativamente com predominância na carga de veículos ligeiros novos, reforçando a vertente exportadora do Porto de Setúbal.

Notícia completa