REVISTA HIPPOCAMPUS

Trata-se da publicação oficial do CLUBE NAVAL DE CASCAIS (CNC).  Com uma periodicidade quadrimestral, em formato ligeiramente superior ao A4, tem como director Gonçalo Esteves, Presidente do Clube, que se encontra apoiado por um Conselho Editorial que compreende sócios bem conhecidos, como Miguel Horta e Costa, José Sotto Mayor Matoso e Francisco Geraldes. Nas suas mais de cem páginas – 116 nesta edição – aborda a vida do Clube, a vela nacional e internacional e a cultura e os eventos do município de Cascais, onde, como se sabe, o CNC tem a sua sede.

O exemplar que comentamos, o nº 26, referido ao primeiro quadrimestre de 2017 (Jan/Fev­Mar/Abr), abre com um editorial assinado pelo director, Gonçalo Esteves, que refere a actividade desportiva e social programada para 2017. Curiosamente, inclui no final do ano a apresentação aos sócios por um enólogo dos vinhos do clube, os Cais Sul tintos, “Colheita”, “Reserva e “Grande Escolha”.

Segue-se um numeroso conjunto de notícias, quer relativas ao Clube e às suas actividades desportivas, quer aos muitos e diversificados eventos que ocorrem na Vila de Cascais, considerada … o melhor local para viver.

Os textos referentes ao Município de Cascais iniciam-se com uma interessante entrevista com o Padre Nuno Coelho, o popular e estimado prior da paróquia de Cascais, que aceitou já participar numa das regatas de RC 44 como tripulante convidado; em seguida, a história da Casa Sommer, onde desde 2016 se encontra instalado o Arquivo Histórico Municipal, e reportagens sobre o restaurante Estoril Mandarim e o Hotel Eurostars Cascais, recentemente inaugurado, com 101 quartos e uma soberba vista para o mar, e ainda, destacadas referências ao evento “Conferências do Estoril 2017” e ao programa do projecto “Cascais Capital Europeia da Juventude 2018”.

As referências às regatas internacionais são muitas, designadamente, à regata Sidney – Hobart 2016, à Vendée Globe, às Winter Séries e ao World Championship 2017 da classe Dragão, bem como ao trânsito de treino de Cabo Verde a Barbados da embarcação VOR 70 MIRPURI FOUNDATION, liderada pelo skipper e médico português Paulo Mirpuri.

A vida do Clube é objecto de numerosos artigos que incluem o almoço de apresentação dos “Projetos 2017”, a parceria “International Council of Yachts Clubs” e dois interessantes textos acerca do meritório projecto “Vela sem Limites”, animado em primeiro lugar por Charles Lindley e que presentemente envolve já no CNC milhares de pessoas entre generosos voluntários, profissionais e jovens e menos jovens portadores de deficiência.

Por fim, a fechar, a indicação dos resultados desportivos obtidos pelos atletas do CNC nas provas em que participaram nos fins de 2016 e nos primeiros quatro meses de 2017 e a agenda para 2017.

Em síntese, uma revista de excelente aspecto gráfico, com muita informação, dirigida naturalmente aos sócios do CNC, mas certamente também de muito interesse para qualquer amante da vela, ou mesmo para os residentes no Município de Cascais e para os próprios cascalenses.

A Confraria Marítima de Portugal felicita vivamente o Dr. Gonçalo Esteves e a sua esforçada equipa por um trabalho de excelência, que merece ser divulgado.

A REVISTA HIPPOCAMPUS é distribuída gratuitamente aos sócios do CNC, não se encontrando à venda nos circuitos comerciais; pode, contudo, ser adquirida com um preço de capa de 8€. Aos interessados aqui deixamos os contactos do CNC: tel.: 21 483 0125; fax: 21 486 8712; e-mail: geral@cncascais.com; endereço postal: Esplanada D. Luís Filipe, s/n; 2750-411 Cascais.

Notícia completa






PALHEIROS DE MIRA

FORMAÇÃO E DECLÍNIO DE UM AGLOMERADO DE PESCADORES (1960)

Como nasceu este curioso “aglomerado de pescadores” situado … no cordão de dunas que se prolonga para sul da barra de Aveiro até ao cabo Mondego, num espaço de 50 Km? E como foi possível crescer e declinar ao longo de um século, já não havendo vestígios dele em 1973?

A prestigiada geógrafa Prof. Doutora Raquel Soeiro de Brito deu resposta a estas perguntas ao longo de uma valiosa monografia aqui apresentada em reedição fac-similada, de 2009, abundantemente documentada com mapas e fotos a preto e branco, na sua maioria tiradas pela própria autora, entre os anos de 1957 a 59 .

No dizer do Presidente do CEMAR, na sua nota de editor … as três obras mais significativas que alguma vez foram escritas acerca desta terra de Pescadores: desta terra de Homens e Mulheres de coragem são Os Pescadores de Raúl Brandão (1923), A Batalha das Dunas de Jaime Cortesão (1959-60) e a presente obra Palheiros de Mira, de Raquel Soeiro de Brito (1960).

A sua reedição foi uma iniciativa conjunta do CEMAR – Centro de Estudos do Mar e  da Câmara Municipal de Mira, com o propósito comum de “guardar a memória da terra e do mar”, homenagear a bela Praia de Mira, por alguns apelidada de “a capital do Universo” ou “o centro do mundo”, e manifestar carinho e gratidão à Professora Raquel Soeiro de Brito por ter sido ela a gravar para sempre, num trabalho académico, uma “jóia de arquitectura popular” hoje infelizmente já desaparecida,  mas que a ligou  para sempre “à Terra e Gentes da Praia de Mira”.

No post scriptum propositadamente escrito para esta reedição, a autora revela-nos o forte impacto que lhe causou a sua primeira visita em 1948, ao … então pitoresco lugar de Palheiros de Mira,  levando-a a desejar revisitar e estudar este lugar, o que só veio a realizar-se cerca de dez anos mais tarde, no preciso momento … em que ainda existia quase toda a estrutura do povoado, embora a degradar-se de mês para mês,  já que por decisão camarária de 1953 passara a ser proibido consertar as habitações de madeira, sendo decretada a sua substituição  por casas de cimento.

Logo de início, somos de imediato cativados pela linguagem pictórica com que a autora nos descreve o que viu nessa primeira visita … um aglomerado de casas de madeira, a maioria construídas sobre estacas para que os ventos mareiros não encontrassem obstáculo à sua passagem; e se a maior parte era de simples planta rectangular e de um só piso, muitas haviam de andar e até algumas de dois andares e alta chaminé exterior, também de madeira; muitas tinham forno, sempre exterior. Frente ao aglomerado do casario estendia-se uma longa fila de “barracos”, também de madeira, destinados a estábulos dos bois de serviço aos barcos e guarda da sua alimentação. Entre estes e o mar viam-se grandes barcos, de proa alta para poder vencer as vagas, e sempre muita gente preguiçando na areia: homens e moços ao serviço da pesca, mulheres esperando os barcos para vender o peixe pelas aldeias. Na hora da chegada e largada dos barcos, este quadro rapidamente se movimentava: os rapazes corriam a buscar as juntas de bois para puxarem os barcos, que deslizavam sobre rolos de madeira, e os homens logo ajudavam a empurrar, enquanto, ao mesmo tempo, em altos gritos, incitavam os animais a andar; as mulheres também se moviam depressa, ávidas de ver que peixe vinha na rede. Um verdadeiro espectáculo de cor e som.

Não sendo a única povoação piscatória do litoral só feita de casas de madeira, ela era contudo, … a mais importante, pelo número de barcos e pela diversidade dos estilos de habitações.

Assim, ao longo de 172 páginas, incluindo numerosas fotos e bibliografia, com um prefácio do grande geógrafo Orlando Ribeiro, a que se seguem notas de João Reigota, Presidente da Câmara de Mira e de Alfredo Pinheiro Marques, Director do CEMAR, a autora investiga minuciosamente as origens desta povoação, regista datas, factos e números de habitantes, descreve habitações, compara estilos de vida, etc. usando até a gíria própria dos pescadores locais. Referindo-se a um plano urbanístico assente “num esperançoso turismo balneário”, desastroso contudo, porque insensível às pessoas, ao passado e tradições, a autora constata que aquela “jóia da arquitectura popular”, foi condenada à ruína e ao desaparecimento. Com assertividade, a autora lamenta profundamente que os seus responsáveis não tenham seguido os bons exemplos da Costa Nova, ali tão perto, onde houve a preocupação de preservar a tradição local das construções de madeira, mantendo-as bem cuidadas, tanto … as de veraneantes, como … as casinhas dos pescadores.

Este livro não está à venda, mas é distribuído gratuitamente pelo CEMAR como forma de divulgação cultural. Ao seu director, Dr. Alfredo Pinheiro Marques.

Aos interessados, aqui deixamos contactos do CEMAR: tel.: 23 343 4450; e-mailcemar@cemar.pt, sito na Rua Mestre Augusto Fragata, nº 8, Buarcos,  3080-900 Figueira da Foz.

F.F.

Notícia completa






A MADEIRA, AS REGIÕES ULTRAPERIFÉRICAS E O MAR

CONHECIMENTO E COOPERAÇÃO PARA O CRESCIMENTO AZUL

       A mensagem vídeo do Comissário Europeu Carlos Moedas abriu as “CONFERÊNCIAS DO MAR 2017”, destacando que … a economia azul é vital para Portugal e para a Europa.

Perante uma sala repleta, no Pestana Casino Park Hotel, presentes toda a linha de decisão politica e representadas ao mais alto nível a Direcção Politica da Comissão Europeia nas pastas do “Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas”, e “Investigação, Ciência e Inovação”, todos os organismos do Ministério do Mar, o CEMA, Alm. Silva Ribeiro e a Administração Regional da Madeira, os principais Institutos públicos de Portugal, e entidades e empresas dos quatro arquipélagos da Macaronésia, a saber, Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde.

De assinalar a forte presença de Cabo Verde com uma delegação chefiada pelo Embaixador em Lisboa, Eurico Monteiro, que integrava Carlos Évora (economia marítima), Carlos Anjos (turismo), José Pedro Fonseca (UNICV) e Fátima Monteiro (IMAC – Instituto da Macaronésia).

Brilhantes intervenções, em algumas das áreas estratégicas e emergentes do domínio da economia azul, como a gestão portuária, o shipping, as energias renováveis, os cabos submarinos, a aquicultura, o conhecimento, a formação, a sustentabilidade, as áreas marinhas protegidas e a riqueza histórica, levaram políticos, gestores, técnicos e especialistas a evidenciar a importância e o potencial desta Região Atlântica.

Excelentes workshops nas áreas dos “Produtos do Mar, Aquicultura e Transformação”, “Energia, Comunicações e Logística” e “Educação e Formação para o Mar”, uma área de exposições muito composta e interessante e um fantástico sunset de degustação do peixe charuteiro de aquacultura, preparado por quatro magníficos Chefs, completaram os dois dias, 10 e 11 de Julho, da Conferência no Funchal. Resultado, um enorme sucesso.

Consolidaram-se e geraram-se oportunidades. Destes dois dias de excepcional participação, surgiram negócios e parcerias concretas. O evento marcou a agenda, e posicionou a Madeira como uma Região que

tem de ser ouvida

e considerada no contexto do país e da Macaronésia.

A Madeira tem a responsabilidade e a obrigação histórica de ser mais interventiva no Atlântico e na economia azul. Essa mudança, que tardava, está a acontecer!

Notícia completa






APSS AUDITADA EM SAÚDE E SEGURANÇA COM SUCESSO

O SGSST – Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho, da APSS – Administração dos Portos de Sesimbra e Setúbal, SA foi auditado com sucesso, nos termos do referencial OSHAS 18001:2007, pela LRQA – Lloyd’s Register Quality Assurance. A auditoria incidiu sobre diversos processos da empresa, tais como, o desenvolvimento de novos negócios, aprovisionamentos, gestão da área dominial de Sesimbra, gestão e planeamento de obras, gestão de resíduos e dragagens, recursos humanos, formação e medicina no trabalho e sistemas e tecnologias de informação.

O SGSST disponibiliza um conjunto de ferramentas que contribui para a prevenção de acidentes, redução de riscos no trabalho e protecção e bem-estar dos colaboradores e utentes dos Portos de Setúbal e de Sesimbra, no cumprimento da legislação vigente, o que contribui para a melhoria do funcionamento geral da empresa. A APSS e as empresas da Comunidade Logístico-Portuária de Setúbal e Sesimbra reconhecem os benefícios internos e externos da certificação das suas práticas e processos, na garantia da Qualidade, Ambiente e Segurança.

Notícia completa






NAVIOS DE CRUZEIRO BATEM RECORDE EM LEIXÕES

 A actividade dos navios de cruzeiro no Porto de Leixões registou, no primeiro semestre de 2017, um crescimento de 29% em escalas e um crescimento de 64% no número de passageiros, comparativamente ao registado no período homólogo de 2016.

Nos primeiros seis meses do ano, passaram pelos Terminais de Passageiros do Porto de Leixões 45 navios e 40 917 passageiros, na sua maioria, Britânicos, Alemães, Americanos e Japoneses. Pela primeira vez os Japoneses aparecem em 4º lugar na lista das principais nacionalidades de origem dos passageiros que visitam este porto e o norte do país.

Estes números traduzem ainda um crescimento de 15% no número de escalas e de 24% no número de passageiros face ao período homólogo de 2015 que foi o melhor ano de sempre para a actividade de cruzeiros em Leixões.

No primeiro semestre de 2017 é ainda de registar a escala inaugural de 6 navios, num total de 11 escalas inaugurais agendadas até final do ano.

Caso as previsões se confirmem, 2017 será o melhor ano de sempre para a actividade da “indústria de cruzeiros” no Porto de Leixões, prevendo-se um total de 105 escalas e cerca de 104 000 passageiros, números nunca antes alcançados.

Notícia completa






LUFINHA PREPARA-SE PARA TRAVESSIA AÇORES – CONTINENTE

(c)Ricardo Pintolwww.rspinto.com

Francisco Lufinha, recordista mundial da maior viagem em kitesurf sem paragens, promete surpreender com um novo desafio extremo: ligar os Açores ao Continente, numa travessia de mais de 800 milhas, ou 1 500 km, que poderá demorar entre 5 a 10 dias a completar.

O novo desafio terá uma novidade. Será feito em parceria com a também recordista alemã de kitesurf, Anke Brandt, que ligou o Bahrain a Abu Dhabi (489 km em 30 horas) e que este ano se lhe junta para a maior travessia do mundo em dupla de kitesurf alguma vez realizada. Lufinha e Anke irão partilhar milhas e milhas, em turnos intercalados de oito horas.

Para além dos mais diversos obstáculos, entre os quais a ondulação e o vento, que pode ser variável ou soprar demasiado rijo, a ligação Açores – Continente requer coragem, bravura e resiliência por parte dos atletas, uma vez que, em caso de necessidade, o apoio de um navio poderá demorar algum tempo, dada a distância a terra.

A acompanhar Lufinha e Anke desde a largada até à chegada ao Continente, vai estar uma embarcação de apoio, à vela, com um médico, um fisioterapeuta, um fotógrafo e um repórter de imagem embarcados, para além da tripulação.

Dependente de uma conjuntura meteorológica favorável, o waiting period desta odisseia tem início no final de Agosto, estando sujeito às previsões do Instituto Hidrográfico, que diariamente monitoriza as condições no mar.

Esta verdadeira odisseia, que será levada a cabo pelos dois recordistas, é a derradeira etapa do projecto de Francisco Lufinha “Portugal é Mar”, que pretende ligar o território português por mar em kitesurf.

Recorde-se que em 2013 Lufinha completou a viagem Porto-Lagos (564 km em 29h), em 2014 ligou o ponto mais a sul do território português, as ilhas Selvagens ao Funchal (306 km em 12h) e em 2015 fixou um novo recorde do mundo entre Lisboa e a ilha da Madeira (874 km em 48h).

Este projecto conta com o patrocínio da Docapesca, CCL, Turismo dos Açores, Visit Portugal, Fundação Oceano Azul, Oceanário de Lisboa e MINI, entre outros parceiros.

 

Notícia completa






A EXPOSIÇÃO “MAR MINERAL” E OS RECURSOS DOS FUNDOS MARINHOS

Encontra-se patente desde 13 de Julho de 2017, no Museu de História Natural e de Ciência da Universidade de Lisboa, a exposição “MAR MINERAL – CIÊNCIA E RECURSOS NATURAIS NO FUNDO DO MAR”. A exposição alerta para as possibilidades, mas também para as condições, em que devem ser explorados os recursos que se encontram disponíveis nos denominados fundos marinhos. A exposição dá a conhecer uma panóplia de meios tecnológicos que servem para explorar tais fundos, bem como uma variedade assinalável de recursos biológicos e minerais que se podem encontrar ao alcance de uma exploração que deve ser ambientalmente sustentada. Chama-se a atenção do visitante para certos minérios que já hoje são incorporados em toda uma série de instrumentos de utilização corrente.

A interacção dos diversos elementos em questão, nomeadamente entre o mar profundo e a utilização de muitos dos seus recursos, é hoje por demais evidente, se tivermos em conta as finalidades que se têm afirmado neste âmbito: extracção de minérios; exploração de recursos vivos; aproveitamento de energias; desenvolvimento da biotecnologia; utilização de recursos genéticos marinhos. Tudo isto justifica uma acção continuada de cooperação internacional, no sentido da promoção da investigação transnacional e da procura de fontes inovadoras de financiamento, bem como de uma acrescida partilha de dados de natureza científica.

A Comissão Europeia teve oportunidade de se pronunciar, recentemente, sobre esta matéria, ao realçar a importância do projecto de mapa digital multi-resoluções dos fundos marinhos europeus, referindo ainda o seguinte … 5% da produção mundial de minerais, incluindo cobalto, cobre e zinco, poderão provir dos leitos oceânicos, percentagem que poderá aumentar para 10% até 2030. O volume de negócios anual global da extracção de minérios marinhos poderá passar praticamente de zero para 5 mil milhões de euros nos próximos 10 anos, podendo atingir os 10 mil milhões até 2030. É igualmente possível que a extracção de minerais dissolvidos, como o boro ou o lítio, na água do mar passe a ser economicamente viável. Todavia, os jazigos mais promissores encontram-se em sulfuretos metálicos que emergem dos jazigos minerais hidrotérmicos (como as “fumarolas negras”) em zonas de actividade vulcânica. … Contudo, há possibilidades de exploração em zonas que não se encontram sob jurisdição nacional. Nessas zonas, é à Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos que incumbe a Organização e o controlo das operações, incluindo o acompanhamento de todas as actividades ligadas aos minerais, bem como a protecção do meio marinho, em consonância com as disposições da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, na qual a União Europeia e todos os seus Estados-Membros são partes contratantes. (Comunicação da Comissão, Crescimento Azul: Oportunidades para um crescimento marinho e marítimo sustentável, 13 de Setembro de 2012).

Além disso, convém mencionar que os recursos do mar profundo (vivos e não vivos, biogenéticos) ganham importância redobrada se tivermos na devida conta o enquadramento jurídico e institucional proporcionado pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Os instrumentos nela previstos, como a Área e o regime da plataforma continental, apontam para desenvolvimentos interessantes. Nunca será demais relembrar que, entre nós, a Estratégia Nacional para o Mar, para o período 2013-2020, refere claramente, no âmbito do processo de extensão da plataforma continental, a promoção da prospecção de recursos, o desenvolvimento da investigação e a cooperação internacional.

Por todas estas razões recomenda-se vivamente a visita a esta exposição, que a todos nos interpela, dado que o nosso País se tem afirmado na cena internacional, em matéria de governação estratégica dos oceanos.

FCC

Notícia completa






BORDO LIVRE

    O nº 140 desta revista, referido a Mai/Jun de 2017, que aqui comentamos, faz capa com uma expressiva foto do veleiro “ANIXA”, da Associação David Melgueiro, a que preside o nosso estimado Confrade, Cte. José Mesquita.

A publicação em apreço abre com um editorial, assinado por Jorge Ribeiro, intitulado “O MAR É SÓ UM”, onde o articulista defende a existência de um navio-escola ao serviço da Escola Náutica e apela a uma maior união de todos os marítimos em torno de uma só Associação Profissional.

Algumas notícias ilustradas, entre as quais a visita de um grupo de sócios do COMM – Clube de Oficiais da Marinha Mercante, a Vagos; a visita à ENIDH do curso de 65/67 por ocasião da celebração dos seus 50 anos de entrada; uma desenvolvida reportagem acerca do recém-inaugurado navio de cruzeiros “MSC MERAVIGLIA”, que recentemente escalou Lisboa, e a XIII regata COMM – Escola Náutica. Nesta prova desportiva, realizada a 3 de Junho, o COMM fez-se representar por três veleiros, o “PURUSHA”, de Mário Chagas, o “SÃO GABRIEL”, de Jara de Carvalho, nosso Confrade e o já anteriormente referido “ANIXA”, de José Mesquita, igualmente nosso Confrade.

“SABEDORIA DO MAR” é uma rúbrica do Cte. Alberto Fontes, que neste seu texto aborda a “fileira da pesca”, defendendo uma pesca responsável e ambientalmente sustentável.

Na sua habitual crónica, o Cte. Amadeu Albuquerque, Comandante de um navio de cruzeiros a operar habitualmente na costa do Brasil, conta-nos, com muita graça, algumas estórias, das muitas com que certamente se tem cruzado.

Por fim o Cte. Luiz José de Faria no texto “Beira – Anos de 1952 a 1959” traz-nos as recordações do Piloto da Barra de um … porto fascinante para a manobra de navios.

Em síntese, uma revista que se lê com muito agrado, abordando temas diversificados, que se admite estarem ajustados aos interesses dos sócios do COMM, a quem é distribuída gratuitamente. À sua direcção e aos seus colaboradores, os nossos sinceros parabéns!

A revista “Bordo Livre” não tem distribuição comercial. Aos interessados, aqui deixamos com gosto os contactos do COMM, tel.: 21 888 0781, e-mail: secretaria.comm@gmail.com, endereço postal: Travessa de S. João da Praça, nº 21, 1100-522 Lisboa.

Notícia completa






DA CAÇA À OBSERVAÇÃO DE BALEIAS

MEMÓRIAS DOS TEMPOS DA BALEAÇÃO EM S. MIGUEL, AÇORES

Um só título em três línguas, um livro de grande interesse, é esta a obra que aqui comentamos, da autoria de um alemão de personalidade multifacetada, Wulf H. Koehler, alguém que escreve com paixão sobre duas actividades centradas no maior mamífero do mar – a cruel caça à baleia –, do passado, e a apaixonante observação de cetáceos, uma actividade do presente e do futuro.

Logo de início o autor dedica este livro … às famílias dos baleeiros, cujos valentes pais e filhos partiam para o mar bravo quase todos os dias, arriscando as próprias vidas na árdua e perigosa tarefa da caça à baleia, não pelo prazer de matar, mas apenas por uma questão de sobrevivência, como único ganha-pão … para alimentar as famílias e os filhos. Também o dedica … àqueles que agora lutam para salvar a Natureza e que vão ao encontro dos outros, ensinando sobre a sua alegria e beleza, precisamente através desta valiosa actividade da fascinante observação das baleias.

No prefácio confidencia-nos que escreveu esta obra para recordar … a era da baleação em S. Miguel, uma era já esquecida, e de que porventura alguns se envergonham nos dias de hoje, mas cuja memória merece ser preservada. Através de um espólio de fantásticas fotos, Wulf Koehler quer mostrar também … uma mudança quase inimaginável em tão poucos anos, desde o cruel período da caça à baleia até à equanimidade da observação da baleia. Assim, por um lado, oferece-nos documentos fotográficos inéditos desses tempos passados de grande pobreza e dureza de condições de vida, que empurraram tantos pais de família para o mar e para a baleação; por outro, apresenta-nos também o registo fotográfico de momentos fascinantes do presente, que se podem viver no Atlântico, entre baleias e golfinhos.

Wulf Koehler, nascido na Alemanha em 1940, aí estudou Matemática e Física, Engenharia Mecânica e Electrotécnica, mas cedo se apaixonou pelo mar, pelo mergulho e fotografia subaquática, o que o levou a grandes aventuras no mar, tendo sido até assistente de câmara de vários cineastas ligados à vida selvagem. Criou a sua própria empresa “Oceanoptics-Germany” para fabricar câmaras submarinas e material similar. Em finais dos anos 70 acompanhou um dos seus grandes amigos, Dieter Plage, às ilhas Galápagos e ao Hawaii, onde teve os seus primeiros encontros com cetáceos. Dotado de uma personalidade rica, curiosa e polivalente, Wulf Koehler visita os Açores pela primeira vez há cerca de 20 anos, e apaixona-se pela sua beleza natural e estilo de vida, acabando por trocar a Alemanha por Portugal, instalando-se definitivamente com sua Mulher em S. Miguel, quando se reformou.

Influenciado por leituras da sua juventude (quem não se lembra da famosa obra “Moby Dick”, de Herman Melville?), impressionado pelas fotos e histórias que, aqui e ali, ouve e anota de descendentes de baleeiros, e de novo fascinado pelas baleias ali tão perto, o autor, com a ajuda preciosa  de sua mulher, Dagmar Mehlis-Doering,  resolve dar vida a todas estas memórias e pesquisas, ao longo de 200 páginas de interessantes e comoventes histórias, belas fotos por ele coleccionadas e oferece-nos  aqui  uma valiosa retrospectiva da baleação nos Açores e de uma importante e fascinante actividade actual, a observação de cetáceos.

Estão de parabéns autor e editora – Letras Lavadas, Publiçor Editores – por uma obra recheada de interesse, em boa hora escrita em três línguas e acompanhada de belas fotos, o que a torna apetecível não só para quantos se interessam pelo tema, mas para todos os amantes do Mar.

O livro tem um preço de capa de 28.72€ e já não se encontra à venda nas livrarias. Aos interessados, indicam-se os contactos da editora: — e-mail: publicor@publicor.pt, tel.: 29 663 0080, fax: 29 663 0089; referindo-se que os portes de correio são de cerca de 3€.

FF

Notícia completa






À MESA COM A MARINHA

A alimentação no mar assume na prática uma importância que em muito excede a nutrição. Como refere o autor, Paulo Santos … a preocupação com os espaços da mesa e do convívio a bordo têm sido alvo de atenção permanente desde sempre. Longas estadias no mar, isolamento e confinamento aos exíguos espaços do navio conferem à alimentação e à mesa um papel muito significativo e muito particular. No mar ninguém se pode isolar.

Neste segundo volume da obra “À MESA COM A MARINHA”, de Paulo Santos, membro da Direcção da Academia de Marinha, conclui o seu relato das tradições da mesa na Marinha de Guerra Portuguesa, centrando-se na formação e serviço dos homens e mulheres da classe da “taifa”, copeiros, cozinheiros e padeiros. Com uma sugestiva capa, é uma obra com 149 páginas, profusamente ilustrada, compreendendo quatro capítulos de cariz histórico-descritivo, e diversos anexos. Assume especial interesse, pela sua especificidade, a informação e imagética sobre a palamenta de bordo da Marinha, utilizada desde 1910 até aos dias de hoje. Ao longo do texto, redigido de forma escorreita e acessível, o leitor pode ainda encontrar algumas receitas de culinária tradicionais da Marinha, típicas de diversos navios.

É, pois, uma obra de grande interesse para todos os apaixonados pela Marinha e pelas suas actividades, e que procuram conhecer em detalhe como é a vida de todos os dias a bordo dos navios da nossa Armada.

A Confraria Marítima de Portugal, felicita vivamente o autor, o Dr. Paulo Judá Santos,  agradecendo o seu  interesse pelas tradições, usos e costumes da  Corporação da Armada, onde nós próprios servimos com orgulho por cerca de 43 anos.

O livro tem um preço de capa de 27 € e está à venda na Livraria Ferin, na loja do Museu de Marinha e no Clube Militar Naval. Caso tenha interesse na sua aquisição, sugere-se que contacte o autor através do e-mail: paulojusantos@gmail.com  e  tlm: 91 228 7440.

A.F.

Notícia completa