ASSOCIAÇÃO COMANDANTE CARVALHO ARAÚJO

No passado período de 6 a 8 de Outubro decorreu na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, no âmbito da iniciativa “LIGAR AO MAR”, o 1º acampamento marítimo e regata “Comandante Carvalho Araújo”, que contou com a participação de 58 jovens escuteiros marítimos dos Agrupamentos 797 – Nova Oeiras, 929 – Belém, 1100 – Parque das Nações e 1180 – Santa Cruz, Barreiro, com idades entre os 10 e os 14 anos de idade, acompanhados de 19 elementos dirigentes, para os enquadrar.

REGATA EM EMBARCAÇÕES DA CLASSE “SCOUT”

O evento, que contemplou uma regata com 13 embarcações “scout” (adaptação da classe “dot”) na tarde de sábado, foi organizado pela Associação Comandante Carvalho Araújo (ACCA) e contou com o imprescindível apoio da Marinha Portuguesa e do Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada (CNOCA).

CRIANÇAS E JOVENS EM CONTACTO COM A ARMADA

Tendo os escuteiros marítimos entrado na BNL ao final do dia 6, o programa de actividades dos dias seguintes iniciou-se com a presença, em formatura, na cerimónia de içar da Bandeira Nacional. Na manhã do dia 7 decorreram visitas à fragata “CORTE REAL” e à Escola Naval, incluindo ao seu Museu e ao Simulador de Navegação. Durante a cerimónia de entrega de prémios da regata e de placas comemorativas do evento, ao final da tarde, os Presidentes da Direcção da ACCA e da Direcção do CNOCA, bem como o Coordenador da Equipa Nacional Marítima do Corpo Nacional de Escutas (CNE) e o Comodoro 2º Comandante Naval, em representação do Almirante Comandante Naval, a encerrar, dirigiram umas breves palavras aos jovens escuteiros marítimos, demais participantes no evento e convidados presentes, incluindo associados da ACCA e dirigentes do CNE. No dia 8 de manhã, após a Eucaristia, teve ainda lugar a realização de prova de conhecimentos, em ligação com circuito pedestre realizado em equipa.

O PROGRAMA “LIGAR AO MAR”

A presente iniciativa da ACCA inscreve-se no âmbito do seu programa “Ligar ao Mar”, que se destina a promover, organizar e apoiar um conjunto de projectos e acções tendentes à sensibilização e aproximação dos cidadãos em geral, e dos jovens em especial, ao mar e às diversas actividades náuticas, navais e marítimas. Com base nesta experiência, pretende a ACCA promover idêntica iniciativa em 2018, ano em que a 14 de Outubro ocorre o centenário do combate em que o então 1º Ten. José Botelho de Carvalho Araújo, quando comandava o NRP “AUGUSTO CASTILHO”, enfrentou o submarino alemão U 139 e permitiu, com o sacrifício da própria vida, que o paquete “SAN MIGUEL”, que escoltava e os seus 206 passageiros embarcados, chegassem sãos e salvos a Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel, nos Açores.

A Confraria Marítima de Portugal felicita a ACCA por esta sua interessante iniciativa, que gostosamente se divulga, fazendo votos para que em 2018 e anos seguintes muitas mais iniciativas semelhantes se venham a concretizar.

Notícia completa






CEGO DO MAIO – 200 ANOS

No passado dia 7 de Outubro, na cidade da Póvoa de Varzim, realizou-se a conferência “SALVAGUARDA DA VIDA HUMANA NO MAR” que, a par da inauguração da exposição “Cego do Maio e a História Trágico-Marítima dos Poveiros” e da apresentação da edição do livro “Cego do Maio – Anjo da Salvação”, constituíram o evento de abertura do ano dedicado, pelo Município da Póvoa de Varzim, às comemorações dos 200 anos do nascimento do Cego do Maio.

José Rodrigues Maio, mais conhecido como Cego do Maio ou Ti’ Maio (Póvoa de Varzim, 8 de Outubro de 1817 – 13 de Novembro de 1884) foi herói, salva-vidas e pescador poveiro do século XIX. É a figura mais representativa da cidade e visto como um herói, tinha como marca familiar o meio-sarilho. Era pescador sardinheiro. Nasceu na Rua dos Ferreiros e faleceu na sua casa na Rua de Poça da Barca (expansão da Rua da Areia), hoje denominada Rua 31 de Janeiro. Galardoado com a mais alta condecoração do Estado, o Colar de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e a medalha de ouro da Real Sociedade Humanitária do Porto, colocadas pessoalmente pelo Rei D. Luís I, pelas mais de 80 vidas que salvou no mar da Póvoa de Varzim. Contam as gentes da Póvoa que quando o Rei o condecorou, o Cego do Maio retribuiu o seu presente com um punhado de conchinhas (beijinhos do mar), dizendo: “Tome lá ó Ti’ Rei, uns beijinhos para as suas criancinhas brincarem!”

A conferência “SALVAGUARDA DA VIDA HUMANA NO MAR” foi organizada pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, pela Marinha Portuguesa, pela Associação “Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar” e pela PwC. Estiveram presentes na mesa o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa da Varzim, Eng. Aires Pereira, o Chefe de Estado-Maior da Armada Almirante António Silva Ribeiro, o Director Geral da Autoridade Marítima, Vice-Almirante Luís Sousa Pereira, o Presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, Mestre Festas e o sócio (partner) da PwC Miguel Marques.

Na conferência, que se iniciou com um minuto de silêncio por todas as vítimas que não se conseguiram salvar no mar, foram debatidos temas importantes para o desenvolvimento das actividades relacionada com a salvaguarda da vida humana no mar. Após a abertura da conferência efectuada pelo Presidente da Câmara Municipal da Póvoa da Varzim, Eng. Aires Pereira, e pelo Chefe de Estado-Maior da Armada, Almirante Silva Ribeiro, onde foram enaltecidos os méritos da acção do Cego do Maio e a forma como os Poveiros sentem este herói, o Director Geral da Autoridade Marítima, Vice-Almirante Luís Sousa Pereira tomou a palavra para fazer uma apresentação sobre o estado actual do dispositivo dedicado à Salvaguarda da Vida Humana no Mar onde revelou, em primeira mão, que o porto da Póvoa de Varzim iria ter um sistema “Costa Segura” reforçando assim o sistema de segurança daquele porto. Após a palestra efectuada pelo Director Geral da Autoridade Marítima seguiu-se um animado debate moderado por Miguel Marques onde o Mestre Festas informou sobre o ponto de situação dos trabalhos da Associação “Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar” e, em resposta a um desafio levantado pela assistência, o Almirante António Silva Ribeiro sugeriu que existe espaço para a criação de um projecto que una ainda mais os esforços da Marinha com as entidades da sociedade civil interessadas em ajudar à melhoria da salvaguarda da vida humana no mar, baptizando esse projecto de “PROJECTO CEGO DO MAIO”.

Miguel Marques

Notícia completa






“COMANDAR NO MAR”

Pode já encomendar a obra “COMANDAR NO MAR”, recentemente publicada pelas “Edições Revista de Marinha”, com um prefácio do Prof. Dr. João Carlos Espada.

Julgo que ninguém contesta a importância da figura do “chefe”, qualquer que seja a sua designação em concreto; em qualquer organização será, provavelmente, a pessoa de maior relevo. Como referia Camões … “um fraco Rei faz fraca a forte gente”. Napoleão, num registo diferente, dizia … “não há maus regimentos, há maus coronéis”. Em perspectivas diferentes ambos acentuam a importância da liderança.

No Mar, um Comandante é ainda mais importante. As guarnições vivem isoladas, semanas ou mesmo meses a fio, nos seus navios, que operam num meio muitas vezes hostil. Uma decisão errada do Comandante, na navegação ou na manobra, pode colocar em risco o navio e todos os que lá estão a bordo; a confiança na capacidade profissional do Comandante é algo a assinalar e a reter.

Nestas circunstâncias, se o Comandante é uma figura tão importante, como referimos, há que escolher os mais aptos para exercerem aquele cargo e dar-lhes a melhor preparação possível para o seu exercício.

O livro que agora se edita recolhe os testemunhos inspiradores de antigos Comandantes de navios de guerra e de navios da Marinha Mercante, incluindo dois textos assinados por Oficiais da Reserva Naval. Serão certamente úteis a quem for indigitado para Comandante, permitindo-lhe reflectir sobre os diversos aspectos do exercício das funções de comando no mar e mesmo fazer alguma autoformação; eram estes, aliás, os nossos propósitos iniciais. Mas não só! Este livro será também útil para quem desempenhe funções de chefia ou de comando nos outros ramos das Forças Armadas e de Segurança, e em organizações civis e nas empresas. Desde que exista um chefe, subordinados e colaboradores, e objectivos a atingir, as reflexões que os textos aqui publicados suscitam terão certamente utilidade.

Este livro, de cerca de 300 páginas, está disponível com um preço de capa de 25 € na Loja do Museu de Marinha, na Livraria da Universidade Católica, no Clube Militar Naval e no Clube de Oficiais da Marinha Mercante. Para os assinantes da Revista de Marinha e para os membros das instituições que com esta tem protocolo de colaboração terá o preço especial de 20 €, a que acrescem portes de correio de 3 €. Poderá ser solicitado através do e-mail: revistamarinha@gmail.com ou pelo tlm: 91 996 4738.

Notícia completa






BOAS PRÁTICAS DE SEGURANÇA NO MAR PARA O INVERNO

O workshop “Boas práticas de segurança no mar para o Inverno”, organizado pela Autoridade Marítima Nacional, no cais da Cantareira, foz do Douro, junto à capela-farol de S. Miguel-o-Anjo, ocorrido em 9 de Outubro de 2017, dividiu-se em quatro partes, todas elas de reconhecido relevo e interesse nacional, porque visam dar apoio aos trabalhadores do Mar, quando estes enfrentam inesperados sinistros, ao ponto de colocarem em risco as suas próprias vidas.

Esta reunião teve início com uma breve alocução proferida pelo Director-Geral da Autoridade Marítima, V/Alm. Luís Sousa Pereira, para dar as boas-vindas, cumprimentar e agradecer o interesse demonstrado a todos os presentes, convidados civis e militares dos diversos ramos das Forças Armadas.

Registaram-se apresentações sobre as actividades que há muito são desenvolvidas pela Marinha Portuguesa, inseridas em diversos programas relacionados com a temática proposta. O CFG Ribeiro Ezequiel, abordou o tema «segurança e protecção marítima», a 1ºTEN Ana Reis, referiu-se aos «Centros de coordenação de busca e salvamento marítimo», e o CMG Paulo Sousa Costa, lembrou os esforços que o Instituto de Socorros a Náufragos, através de alguns membros mais destacados das equipas em serviço nos salva-vidas, têm dedicado na aplicação efectiva do programa «Mar seguro». Adiantou igualmente que vão ser abertas candidaturas para preenchimento de vagas, em vários pontos do país, no sentido de serem completadas as equipas em serviço nas estações de salva-vidas, algumas das quais se apresentam deficitárias há alguns anos.

Nas diferentes apresentações, os assuntos visaram a concepção da plataforma marítima, métodos, técnicas, materiais de construção, equipamentos de bordo, documentos náuticos e regras de navegação, equipamentos em terra e no mar, recrutamento e formação dos marítimos, etc. Mereceu igual destaque a referência aos temas da salvaguarda da vida humana no mar, segurança dos navios e das cargas, preservação do ambiente marinho e dos seus recursos, salvaguarda dos recursos existentes na interface costeira bem como dos interesses económicos dos Estados costeiros, etc. São ainda preocupações da Armada o pleno conhecimento do número de navios e embarcações que andam no mar, deficiente formação dos marítimos, bandeiras de conveniência, aumento do comércio mundial, também por via marítima, interferências negativas entre diferentes tipos de navegação, etc.

A segunda parte do workshop contemplou a apresentação do programa que a AMN está a desenvolver sob a designação «Costa segura». Coube a responsabilidade de informar os contornos deste programa ao V/Alm. Sousa Pereira. Trata-se de obter em permanência o conhecimento situacional das zonas costeiras e litorais sob jurisdição das Capitanias, recorrendo a um sistema integrado de hardware e software efectivo, mas de baixo custo. O facto de ser possível dispor destes equipamentos vai permitir promover a segurança da navegação numa área restrita, como por exemplo a entrada numa barra, acompanhando eventuais navios em dificuldade, com avaria ou em arribada forçada; apoiar acções de combate à poluição; e ainda monitorizar a navegação e contribuir para a detecção de actividades ilícitas no mar. Cada estação do sistema «Costa segura» está ou vai sei dotada com componentes COTS (comercial off-the-shelf), radar de banda X, câmara óptica térmica, com capacidade de visão diurna e nocturna, um sistema automático de identificação (AIS) e seguimento de alvos ARPA (Automatic radar plotting aid), com alarmes associados, rádio VHF e software de integração e gestão de informação com visualização em carta electrónica. Mais disse ainda que estão a ser efectuados protocolos de colaboração com administrações portuárias, onde se encontra instalado equipamento que sirva os fins em vista, caso da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo.

Terminada esta apresentação o CEMA Almirante António Silva Ribeiro, lembrou que estão também a ser desenvolvidos outros objectivos, relacionados com a efeméride ligada às comemorações do 200º aniversário do nascimento do “Cego do Maio”, na Póvoa de Varzim, que os responsáveis pela autarquia já esclareceram em nota para a imprensa, nos seguintes termos:

SALVAMENTO MARÍTIMO EM DESTAQUE NA ABERTURA DAS COMEMORAÇÕES DOS 200 ANOS DO NASCIMENTO DO CEGO DO MAIO.

No passado sábado, 7 de Outubro, na Póvoa de Varzim, arrancaram as COMEMORAÇÕES DOS 200 ANOS DO NASCIMENTO DO CEGO MAIO, com a presença do Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante António Silva Ribeiro.

Ao final da manhã, o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, recebeu o Almirante António Silva Ribeiro no edifício dos Paços do Concelho e, de seguida, procederam à deposição de flores no busto de Cego do Maio, no Passeio Alegre. Da autoria do escultor Romão Júnior, o monumento foi construído por iniciativa dos poveiros emigrados no Brasil, em 1909.

No período da tarde, o programa comemorativo decorreu no Museu Municipal com a aposição do selo e do carimbo comemorativos. Seguiu-se a abertura da exposição da exposição “Cego do Maio e a História Trágico-Marítima dos Poveiros”. A Directora do Museu Municipal, Deolinda Carneiro, conduziu uma visita guiada à exposição que destaca a figura e acção do herói poveiro José Rodrigues Maio, utilizando o espólio documental do Museu e Arquivo Municipal, bem como embarcações, peças e fotografias, renovando-se, também, a apresentação das artes de pesca. A mostra estará patente até Outubro de 2018, para que todos tenham oportunidade de visitar.

O Presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, o Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante António Silva Ribeiro, o Vice-Almirante Luís Sousa Pereira e José Festas, Presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar (APMSHM), foram os intervenientes da Conferência “SALVAGUARDA DA VIDA HUMANA NO MAR”, moderada por Miguel Marques, da PwC.

Antes das intervenções, o Presidente da Câmara pediu um minuto de silêncio por aqueles que já não estão entre nós e perderam as suas vidas no mar.

O edil referiu que “a melhor homenagem que podemos fazer a Cego do Maio é aproveitar estas comemorações para falarmos daquilo que era a sua principal actividade, a segurança. Portanto, vamos iniciar as comemorações falando sobre segurança e reflectindo um pouco sobre a economia da pesca, a importância que tem para a nossa comunidade e os desafios que temos pela frente”.

Neste sentido, Aires Pereira transmitiu que “cada vez mais, o porto da Póvoa de Varzim vai ser o porto de referência da actividade da pesca. Devido a profundas alterações que o porto de Leixões vai sofrer nos próximos anos, vai ser necessário fazer um estudo bastante profundo nas zonas de estacionamento do nosso porto, ou seja, vai obrigar a novos desenvolvimentos e um ordenamento do espaço”.

O edil reconheceu que “a actividade profissional da pesca está muito condicionada por causa das condições do porto”, alertando, uma vez mais para a necessidade de dragagens no porto e falta de areia nas nossas praias.

A propósito do salvamento marítimo, o Almirante António Silva Ribeiro indicou que a Autoridade Marítima Nacional tem uma taxa de sucesso do serviço de 97.9%, acrescentando que “somos os melhores porque temos o espírito do Cego do Maio”. E referindo-se, em concreto, à Póvoa de Varzim, revelou que no próximo ano teremos o primeiro salva-vidas da nova geração que se chamará “Cego Maio” e, no início de 2018, será também colocada uma estação do Projecto Costa Segura na nossa cidade. Trata-se da instalação que radares junto às barras que emitem informação digital e permitem um seguimento automático e geração de alarmes em caso de perigo. Além disso, o Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional avançou a criação do Programa Cego do Maio, organização de voluntários que apoie o salvamento marítimo coordenado pelo Instituto de Socorros a Náufragos.

O Almirante António Silva Ribeiro recebeu uma agulha de marear oferecida pelo Presidente da Câmara, uma camisola poveira do Grupo de Amigos do Museu, e ainda uma réplica do antigo salva-vidas Cego do Maio de José Festas.

O Presidente da APMSHM revelou que “nós, pescadores, revemo-nos muito no Cego do Maio porque sempre que vemos alguém em perigo no mar, socorremos”.

O programa desta tarde terminou com a apresentação do livro Cego do Maio e o Mar de Manuela Costa Ribeiro, que a autora dedicou a um dos seus heróis, o pai, acrescentando que “há muitos Cegos do Maio e não é só no mar”.

Fechou esta série de apresentações o Ministro da Defesa, Dr. José Azeredo Lopes, que após breve alocução, sobre a excelente obra que vem sendo desenvolvida pela AMN, foi desde logo instado pelos elementos da comunicação social ali presentes, a quem ofereceu os seguintes comentários:

Por força do projecto «Costa Segura» serão instalados até ao final de 2018, cerca de 30 radares ao longo da costa, incluindo nos arquipélagos da Madeira e Açores. Deste modo estarão criadas condições para no caso de acidente grave no mar, as equipas de salvamento disporem de meios aperfeiçoados, e consequentemente aptas para dar uma resposta mais adequada.

Sublinhou que este workshop não contemplava ser apresentado nesta altura, porém, a necessidade urgente da aplicação dos novos meios na barra do Douro fez antecipar esta decisão, devido ao enorme volume de trafego que existe actualmente no rio.

Para a terceira parte do workshop, que teve lugar a partir da barra do Douro, foi realizado um simulacro de sinistro marítimo, cuja demonstração contou com equipas em serviço nas estações de salva-vidas locais, bem como a participação de equipas de bombeiros preparados para esse efeito. Uma embarcação dava sinais de se encontrar com fogo a bordo, lançando-se a tripulação à água para receber assistência, manobras essas realizadas com resultado satisfatório.

A quarta e última parte serviu para os altos representantes da Autoridade Marítima presentes na cerimónia, a que se juntou o Comandante Naval, V/Alm. Henrique Gouveia e Melo, condecorarem diversos arrais de salva-vidas, que tem dado o melhor de si mesmo no salvamento de náufragos, ao longo dos anos.  Foram igualmente condecorados neste evento vários agentes da Polícia Marítima, pelo serviço prestado em prol das comunidades onde se encontram inseridos, sendo por esse motivo dignos de público louvor.

Reinaldo Delgado

Notícia completa






“ENCONTRO DE MAR” … EM MOURÃO

Teve lugar na Vila de Mourão, no dia 19 de Outubro, junto ao Alqueva, o maior lago artificial da Europa, mais uma edição dos “ENCONTROS DE MAR”, apoiados pela Revista de Marinha.

Desporto, diversão e alegria foram as palavras-chave de um dia pioneiro na Praia Fluvial de Mourão, que reuniu mais de três centenas de jovens, do pré-escolar ao 3º ciclo, numa acção promovida pelas Associação “Economia Azul-Unidos pelo Mar”, EDIA, Câmara Municipal de Mourão, Agrupamento de Escolas de Mourão e Desporto Escolar do Alentejo, com o objectivo de promover o Lago de Alqueva e o território envolvente, assim como proporcionar aos mais novos experiências náuticas únicas adaptando alguns desportos à realidade do Grande Lago.

A manhã começou cedo, no Cais da Aldeia da Luz, com um passeio de barco, no qual as mais de trezentas crianças tiveram oportunidade de navegar pelas águas de Alqueva e de experimentar sensações nunca antes vividas numa travessia náutica entre a Aldeia da Luz e Mourão.

Com o apoio e empenhamento do Desporto Escolar do Alentejo e seus monitores a Praia Fluvial de Mourão foi palco de várias actividades desportivas, divididas por estações, adaptadas à realidade de Alqueva, e implementadas no âmbito do projecto “Alqueva vai à Escola”. A primeira parte do evento contou também com o apoio do Centro de Canoagem de Mértola, Centro de Remo de Avis e de Vela de Ponte de Sor,  permitindo desta forma dinamizar actividades náuticas como SUP – Stand-Up Padle, Canoagem, Windsurf e Kite-Surf, num claro sentido de apoio e incentivo à criação de um Centro Náutico em Mourão, ao mesmo tempo que decorriam pela praia actividades como tag-rugby, futebol de praia, boccia/petanka, indyaka, estafetas com ringues, badminton, corfebol, volley de praia, jogos de praia com raquetes e jogos tradicionais. Aos mais novos foi dada a oportunidade de em plena praia se tornarem “cientistas” por uma manhã e fazerem experiências altamente divertidas. De assinalar a presença do campeão de Kite-surf Francisco Lufinha, que conviveu com a juventude, mas que não chegou a fazer a demonstração prevista por falta de vento; ficou a promessa de uma nova vinda.

Para além do festival náutico o dia foi preenchido com uma exposição com minifeira de empresas e uma conferência-debate no auditório da Santa Casa da Misericórdia, completamente cheio, no qual esteve em evidência o Lago de Alqueva e as oportunidades que este pode criar, directa ou indirectamente, para a economia local. No fim, teve lugar uma degustação de “pescado do nosso mar”, cortesia da DOCAPESCA, acompanhada pelos excelentes vinhos locais, da Adega Cooperativa da Granja.

O evento que agora se realizou em Mourão, mas que já decorreu noutras cidades e vilas costeiras, destinou-se a lançar o debate sobre a problemática da “Economia Azul” e a formar e informar as empresas e as forças vivas do município para as oportunidades que o Alqueva, tal como o Mar, oferece numa perspectiva de criação de valor e de novos empregos.

A Revista de Marinha, media partner da Associação Economia Azul-Unidos pelo Mar, esteve presente na minifeira de empresas e com gosto divulga este evento, felicitando a organização por uma acção conseguida na sua plenitude.

Notícia completa






SETÚBAL EXPORTA NOVO MODELO DA WOLKSWAGEN

O novo modelo da Volkswagen, o T-ROC, teve o seu primeiro embarque a 16 de Outubro, através do Terminal Ro-Ro do Porto de Setúbal. No navio “ROCKIES HIGWAY”, com destino a Emden, na Alemanha, embarcaram cerca de 1 800 carros deste novo modelo da VW, cuja produção foi recentemente iniciada na fábrica da AUTOEUROPA, em Palmela, para além de outros modelos.

Para assinalar esta primeira operação portuária marcaram presença no Terminal e assistiram à operação de carga, Lídia Sequeira, Presidente do Porto de Setúbal, Manfred de Vries e António Oliveira, representantes da Volkswagen Logistics, e Rogério Salgueiro, da Navipor, empresa estivadora responsável pela operação.

Na ocasião, Lídia Sequeira realçou a importância que o parceiro Volkswagen tem para o Porto de Setúbal há muitos anos, acrescentando que as expectativas que este novo modelo cria são grandes e que prevê irá ser um grande sucesso. Manfred de Vries agradeceu a cooperação do Porto de Setúbal e destacou a importância deste primeiro embarque do novo modelo, prevendo atingir brevemente os 2 milhões de veículos VW movimentados através deste Terminal no Porto de Setúbal.

Até Setembro foram movimentados já 154 mil veículos no Porto de Setúbal, o que corresponde a um aumento superior a 24%, face ao mesmo período em 2016 (124 mil veículos), com 61 mil a serem exportados. Com a intensificação da produção do T-ROC, os números do transporte deste tipo de carga, Ro-Ro, vão aumentar significativamente com predominância na carga de veículos ligeiros novos, reforçando a vertente exportadora do Porto de Setúbal.

Notícia completa






VELEIROS NACIONAIS E ESTRANGEIROS DE VISITA AOS PORTOS DO NORTE

Durante os meses de Agosto, Setembro e já nos princípios de Outubro, os portos do Douro e Leixões têm recebido a visita de diversos veleiros nacionais e estrangeiros.

Aconteceu o regresso do lugre “SANTA MARIA MANUELA” ao cais de Gaia, pela primeira vez após a troca de armador, agora propriedade de uma empresa do grupo Jerónimo Martins. Esteve em porto entre os dias 11 e 15 de Setembro, tendo chegado procedente do Havre e continuado a viagem com destino a Lisboa.

A culminar uma ausência de 5 anos em Leixões, o Navio-Escola “SAGRES”, sob o comando do CFR Maurício Camilo, recentemente empossado, mais uma vez, como seria de esperar, engalanou-se para receber milhares de visitantes. Esteve em porto de 23 a 25 de Agosto, para descanso da guarnição e dos muitos cadetes embarcados a realizarem exercícios de treino de mar. Tal como o “SANTA MARIA MANUELA”, a “SAGRES” chegou procedente do Havre, mantendo-se a navegar ao longo da costa.

Depois foi a vez do veleiro ARC “GLORIA”, também em viagem de instrução de cadetes da Marinha Colombiana, tendo iniciado a viagem em Cartagena, passando por portos nos Estados Unidos e mais recentemente realizando escalas em França. Fez escala em Leixões entre os dias 29 de Agosto e o 1º de Setembro, recebendo a bordo largo número de visitantes.

A história do veleiro ARC “GLÓRIA” remonta a 1966, quando o Comandante da Armada V/Alm. Orlando Lemaitre obteve do Governo autorização para ser adquirido um navio veleiro, com a finalidade de ser utilizado como navio-escola. O contracto para a construção do navio foi adjudicado à Sociedade de Construção Naval Espanhola, de Bilbao, tendo-se os trabalhos iniciado em Abril de 1967 e concluído em 12 de Dezembro desse mesmo ano, data que corresponde à cerimónia do bota-abaixo, nas águas plácidas do rio Nevion. A barca “GLORIA” tem um deslocamento de 1 300 t, 76 m de comprimento fora a fora, 64.6 m de comprimento entre perpendiculares e 10.6 m de boca. A área vélica tem 1 400 m2, o mastro grande 40 m de altura, a velocidade a motor é de 10.5 nós, assegurada por um motor diesel de 530 cavalos, e a guarnição completa reúne um conjunto de 94 tripulantes

Entretanto o NRP “SAGRES” regressa a Leixões, tendo entrado no porto na manhã do dia 16 de Setembro, para atracar no novo terminal de cruzeiros. Esta visita serviu a intenção da Marinha colaborar nas celebrações de aniversário do porto, que decorreram nesse dia, revelando-se novamente de grande oportunidade e importância, pois mais uma vez recebeu a bordo uma enorme quantidade de visitantes. Saiu de novo para o mar, na manhã do dia 17, dando continuidade à programada viagem de instrução de cadetes, durante vários dias, até rumar de novo a Lisboa.

Entre os dias 19 a 21 de Setembro foi a vez de visitar Leixões a barca norueguesa “SORLANDET”, considerada um dos três “cisnes” desse país, quando enquadrada com o navio-escola da Armada “CHRISTIAN RADICH” e a barca “STATSRAAD LEHMKUHL”, que visitou Aveiro no ano passado, durante os dias em que decorreu o encontro de navios veleiros, nesse porto. Este navio vem sendo utilizado em viagens de treino de mar para cadetes que eventualmente possam vir a trabalhar em navios mercantes, ou em alternativa com estudantes universitários, tanto do país de origem como de outras nacionalidades. Já por diversas ocasiões, realizou diversas travessias atlânticas com estudantes canadianos. A “SORLANDET” está registada no porto de Kristiansand. Foi construída na Noruega em 1927, arqueia 499 t de registo bruto e tem 56.69 m de comprimento entre perpendiculares e 8.86 m de boca. O mastro grande atinge 35 m, e a área vélica é de 1 200 m2. A guarnição permanente é de 15 tripulantes, estando preparada para navegar com um total de 70 pessoas, como acontece na presente circunstância, durante viagens prolongadas.

O veleiro holandês “GULDEN LEEUWE” (Leão Dourado), esteve no rio Douro, de 27 de Setembro a 1 de Outubro, com 7 tripulantes e um simpático grupo na ordem dos 60 estudantes, também com origem no Canadá. O navio chegou procedente do porto holandês de Beverwijk, atracando no cais de Gaia, onde habitualmente pontuam os navios-hotel, destinados aos cruzeiros fluviais. Encontra-se actualmente ao serviço do West Island College International, do Canadá, que promove estas iniciativas para o alargar de conhecimento sobre países europeus. O navio oferece um convés amplo e decoração adequada e reflecte com primor o bom gosto dos veleiros construídos na Dinamarca, em 1937, tal como nos restantes anos dessa mesma década. O “GULDEN LEEUWE” está registado no porto de Kampen. Foi construído na Dinamarca em 1937, arqueia 487 t de registo bruto e tem 70.1 m de comprimento fora a fora, 53.24 m de comprimento entre perpendiculares e 8.54 m de boca. O mastro grande atinge cerca de 40 m, e a área vélica é de 1 400 m2. O navio saiu com destino a Porto Cervo, encontrando-se a navegar de visita às ilhas Baleares.

O último dos veleiros a visitar Leixões foi a escuna “GLADAN” (Águia), procedente de Brest, para uma estadia breve entre os dias 6 e 7 de Outubro. Esta escala acontece exactamente 5 anos depois da escuna gémea “FALKEN” (Falcão), ter estado igualmente em porto, e pelo mesmo motivo: proporcionar treino de mar a alguns cadetes e alunos marinheiros da Marinha Real Sueca. Por interferência directa do rei da Suécia, em 1946, foi encarregado o Sr. Tore Hedin de construir no Estaleiro Naval de Estocolmo duas escunas, a “GLADAN”, concluída a 1 de Junho, e a “FALKEN” concluída a 1 de Outubro de 1947, ano em que ambas deram entrada em serviço. Os navios estão classificados como escunas, embora a mastreação e o aparelho com velas latinas, possam identificá-las como idênticas aos antigos palhabotes. Para assegurar uma utilização adequada, a “GLADAN” tem recebido diversos trabalhos de manutenção e actualização ao longo dos anos, embora continue a privilegiar a navegação à vela. Normalmente estas escunas navegam no Báltico e no Mar do Norte durante os meses de Verão, visitando portos de países com climas temperados durante o resto do ano. Basicamente, revela-se intenção primordial manter o navio a operar como plataforma educacional para futuros oficiais e marinheiros da Armada Sueca. A “GLADAN” está registada no porto de Estocolmo, desloca 220 tons de registo, tem 34.4 m de comprimento fora a fora, 28.3 m de comprimento entre perpendiculares e 7.20 m de boca. O mastro grande atinge 31.40 m, e a área vélica é de 520 m2. A guarnição é composta por 7 oficiais, 7 marinheiros e 28 alunos. A escala seguinte deste navio contempla a visita ao porto de Lisboa.

 

Reinaldo Delgado

Notícia completa






CRIADO O INSTITUTO DA MACARONÉSIA

Foi criado em 29 de Setembro de 2017 o IEMAC – Instituto da Macaronésia, uma associação com carácter de thinktank destinada a desenvolver estudos sobre a região insular atlântica que inclui os arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde. Na génese desta associação encontra-se a Conferência “Atlântico Insular e Globalização”, realizada em Outubro de 2016, no Mindelo, no âmbito da Semana do Mar e da V EXPOMAR de Cabo Verde.

A Conferência contou com a participação de cerca de duas dezenas de investigadores de diferentes proveniências, que durante dois dias debateram questões ligadas ao Mar e às ilhas, como a história, a cultura e a Economia do Mar, o Direito do Mar, a Extensão da Plataforma Continental, as Ciências do Mar, a Segurança Marítima e a Importância Geostratégica das Regiões Insulares.

Os debates havidos evidenciaram que as respostas às questões e problemas que se colocam às regiões insulares requerem, mais do que em qualquer outro contexto, a acção conjunta de diferentes actores públicos e privados, e uma articulação em permanência entre criadores de conhecimento e poderes públicos. Ficou desde então o compromisso de se dar seguimento aos debates e conclusões da conferência de Mindelo, promovendo o estudo aprofundado das questões e dos problemas comuns que se colocam à Região da Macaronésia.

Num encontro realizado em Janeiro de 2017, na Sociedade de Geografia de Lisboa, um grupo de participantes na conferência resolveu criar para esse fim a associação que veio a constituir-se como IEMAC – Instituto da Macaronésia. Os seus estatutos indicam como fim … a investigação, actuando preferencialmente, de forma a influenciar a adopção de políticas públicas que sejam baseadas na pesquisa científica e na análise sólida de questões com que se defrontam os diferentes sectores da vida económica, social e ambiental dos arquipélagos da Macaronésia, e como atribuições … encetar estudos e desenvolver pensamento estratégico de fundamentação científica, destinados a promover o desenvolvimento integral da região da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde) e a sua inserção no espaço euro-atlântico.

Entre os fundadores do IEMAC encontram-se investigadores-sénior associados a várias instituições de ensino superior e ciência dos diferentes arquipélagos da Macaronésia e de Portugal Continental, entre as quais a Universidade dos Açores e a Universidade de Lisboa, a Universidade de La Laguna, nas Canárias, e a Universidade de Cabo Verde. O IEMAC tem sede em Lisboa, mas prevê-se a abertura a curto prazo de representações permanentes em cada um dos arquipélagos da região.

 

Fátima Monteiro

Membro Fundador do IEMAC

Notícia completa






CONFRARIA MARÍTIMA NO PALÁCIO “FLOR DA MURTA”

A CONFRARIA MARÍTIMA DE PORTUGAL (CMP) realizou o seu 48º Encontro, um jantar-debate, no passado dia 12 de Outubro, pela primeira vez no Palácio “Flor da Murta”, em Paço de Arcos.

O histórico Palácio “Flor da Murta” pertenceu a Dona Maria Clara de Portugal, uma aristocrata do século XVIII, curiosamente descendente de Vasco da Gama, uma das “favoritas” do rei D. João V. Este edifício foi adquirido pelo Município de Oeiras e objecto de obras de reabilitação e está muito bem situado, com vista para o Tejo e rodeado de jardins.

O evento iniciou-se com palavras de boas-vindas proferidas pelo Presidente da Direcção da CMP, V/Alm. Alexandre da Fonseca, que recordou o recente falecimento do Confrade Honorário Prof. Dr. Mário Quina, um Confrade muito presente e muito estimado, para quem solicitou um minuto de silêncio. Seguiu-se uma curta apresentação histórico-cultural acerca do palácio e da sua proprietária inicial, a cargo do Confrade Alm. António Bossa Dionísio.

Neste encontro foram acolhidos três novos Confrades, o Prof. Dr. João Carlos Espada, o Engº Paulo Murta Xavier e o Cte. Paulo Cavaleiro Ângelo, que foram sucessivamente apresentados às Confreiras e Confrades presentes, receberam um pin da CMP, uma medalha-escapulário e um diploma, tendo sido saudados por calorosas salvas de palmas.

No fim do jantar tiveram lugar duas apresentações, pelo Cte. Vizinha Mirones, da Autoridade Marítima, e pelo Cte. Cruz Rafael, do Comando Naval, que abordaram o tema “O papel da Marinha Portuguesa no apoio aos refugiados do Mediterrâneo”, nas perspectivas da Polícia Marítima, que tem operado nas Ilhas Gregas, e das unidades navais, que têm desempenhado missões nas áreas do sul de Itália e nas imediações da Sicília. Estas duas excelentes apresentações mereceram demorados aplausos e suscitaram diversas questões, tendo o debate terminado face ao adiantado da hora.

Estiveram presentes neste evento cerca de 50 Confreiras, Confrades e seus convidados, designadamente o Prof. Engº Paulino Pereira (Presidente da secção de Transportes da SGL) e senhora, o Confrade Honorário Alm. Rogério de Oliveira, o Presidente do Conselho Fiscal, Confrade Engº Seixas da Fonseca e Senhora, e o Presidente do Conselho Consultivo, Confrade Alm. Fausto de Brito e Abreu.

De assinalar a excelência da refeição, objecto de encómios dos presentes, e as acolhedoras instalações do Palácio, que mereceram um agradecimento público do Presidente da Direcção da Confraria endereçado à empresa municipal Oeiras Viva, entidade que presentemente gere o edifício.

Notícia completa






PORTUGAL ACOLHE INTERCÂMBIO DE TRIPULANTES DE SALVA-VIDAS

A INTERNATIONAL MARITIME RESCUE FEDERATION (IMRF) iniciou em 2012 o programa CREW EXCHANGE, que consiste no intercâmbio de tripulantes de embarcações salva-vidas de toda a Europa. Durante uma semana os tripulantes de salva-vidas são colocados em diferentes países europeus, com o principal objectivo de partilha de conhecimentos técnicos na área do salvamento marítimo e ainda conhecer a estrutura/organização das diversas instituições responsáveis por esta área do socorro.

Portugal desde 2015 tem vindo a enviar tripulantes para este programa, designadamente um tripulante para a Dinamarca em 2015, dois para a Dinamarca e Suécia em 2016 e novamente dois tripulantes para Inglaterra e França em 2017.

Por se considerar que este programa representa uma mais valia para o desenvolvimento pessoal e organizacional, este ano para além do envio dos tripulantes, Portugal candidatou-se pela primeira vez a ser país anfitrião neste projecto.

 

Assim, tendo sido aceite pela IMRF, Portugal teve a oportunidade de receber cinco tripulantes de salva-vidas provenientes de Inglaterra, França, Alemanha, Holanda e Estónia, que na semana de 23 a 30 de Setembro, foram submetidos a um programa que teve como objectivo mostrar o treino, a forma de operação dos tripulantes de Embarcações Salva-Vidas portugueses e a forma como o sistema de salvamento marítimo está organizado e a funcionar entre nós.

Actividades relacionadas com os primeiros socorros, sobrevivência no mar, governo de embarcações, técnicas de resgate e operação com mota de salvamento marítimo, foram algumas das áreas que estes cinco tripulantes tiveram a oportunidade de vivenciar e que permitiram uma troca de experiências muito enriquecedora para todos os participantes.

A semana culminou com um exercício de salvamento marítimo ao largo das Berlengas (Peniche), onde os tripulantes participantes constituíram uma tripulação, possibilitando colocar em prática os conhecimentos adquiridos ao longo da semana.

MBS

Notícia completa