MAR PORTUGUÊS EM DEBATE NOS JERÓNIMOS

É já no dia 17 de Outubro que vai decorrer a conferência “MAR EM PORTUGUÊS”, organizada pelas revistas Notícias do Mar e Cargo e pela empresa Media 4U. O evento realiza-se no emblemático Salão Nobre do Mosteiro dos Jerónimos, onde várias entidades e personalidades vão abordar temas transversais relacionados com o mar, numa lógica construtiva e a olhar para o futuro. Durante um dia vão ser abordados diversos sectores como a Construção Naval, os Portos, a Logística, a Náutica de Recreio, os Desportos Aquáticos e o Turismo. Pretendemos fazer um ponto de situação do potencial e da riqueza do Mar, da estratégia e do futuro. A economia do mar tem tantas manifestações e é tão transversal, sectorial e geograficamente, que não pode ser apenas um chavão sem visão, que nada desenvolve e constrói, adianta João Carlos Reis, director da Media 4U.

Um dos temas a debater é o turismo e a forma como o seu crescimento pode contribuir para o crescimento da Náutica e dos Desportos Aquáticos. É exemplo disso, o Surf que em Portugal passou de um desporto alternativo para uma indústria que factura centenas de milhões de euros, com escolas de Surf de norte a sul, uma reserva mundial, provas internacionais, a maior onda do Mundo e jovens valores que aparecem cada vez com mais frequência e que estão a dar cartas em vários palcos.

A firma “Flying Sharks” irá fazer a apresentação de uma “mega” operação que em 2010 incluiu capturas e manutenção em Peniche, Olhão, Funchal e Horta, culminando no envio de 3100 animais em dois aviões Airbus 300 para Istambul. O relato dessa operação cobre de forma extensiva todas as vertentes da actividade desta entidade, incluindo aspectos legais, deontológicos, ambientais, logísticos, operacionais, etc.

Também a indústria de Construção Naval estará em foco, assente na tradição e no know-how deste sector. Especialistas irão dar ainda a perceber o papel das Marinas, numa estratégia para o Turismo Náutico e Desportos Aquáticos, como infra-estrutura turística, e factor de desenvolvimento local.

Os portos são a ligação umbilical de Portugal ao Mar e verdadeiros impulsionadores de uma economia que se quer marítima. Num mundo cada vez mais global, o transporte marítimo assume maior importância a cada dia que passa. Uma das sessões irá debater o posicionamento de Portugal no sector marítimo-portuário, que se encontra em profunda mudança.

Para além de tudo isto, será feita uma análise da forma como o “Mar Português” é visto lá fora, depois de tantos anos de costas voltadas ao Mar e apesar de Portugal ter o “selo” de nação marítima.

JMR

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A VOLVO OCEAN RACE (VOR) 2017 / 2018

São 45 000 milhas náuticas à volta do mundo navegando nos quatro oceanos, fazendo escala em seis continentes e visitando 12 cidades costeiras. A presente edição vai ser uma regata à escala mundial, em que também se fala a língua de Camões

Lisboa, cidade anfitriã do estaleiro da VOLVO OCEAN RACE, do Boat Yard, deu a partida, mas não a largada desta regata com uma pré-qualificação (Prologue Leg) entre Lisboa e Alicante, aqui sim será dado o sinal de largada para a mais dura e longa regata do desporto de vela profissional. Numa competição sem igual, numa embarcação “One-design Volvo Ocean 65” o que verdadeiramente importa são as capacidades de cada elemento da tripulação agregadas pela vontade extrema de ganhar.

Quando questionado sobre o que o levou a vencer a regata do ano passado, numa competição sem prémio monetário, Ian Walker Confrade da Confraria Marítima de Portugal, foi claro … start well, stay in front of the others and cover them … A motivação destas equipas é garantir que o seu nome fique inscrito num dos anéis da taça associados aos mais emblemáticos skippers que o mundo da vela reconhece, Sir Peter Blake, Éric Tabarly, Conny van Rietschoten, Grant Dalton, Paul Cayard ou Ian Walker.

Portugal reafirma a sua posição no mundo da vela, servindo de palco a esta emblemática regata, quer com a presença em permanência do estaleiro da Volvo, quer como anfitrião da primeira paragem Atlântica da prova 2017 – 2018 antes da partida para a Africa do Sul (Cape Town), quer ainda com duas tripulações a falar a língua de Camões. Esta edição da VOR tem um sabor especial!

No dia 6 de Outubro, com pompa e circunstância, foi baptizada na Doca de Pedrouços a embarcação “TURN THE TIDE ON PLASTICS”, patrocinada pela Fundação Mirpuri, capitaneada pela britânica Dee Caffari e incluindo na sua tripulação os atletas olímpicos Bernardo Freitas e Frederico Melo. O conceituado velejador solitário António Fontes faz parte da equipa de terra do SUN HUNG KAI / SCALLIWAG.

No dia 8 de Outubro partiram de Lisboa numa pré-regata entre Lisboa e Alicante as sete embarcações que vão disputar a edição da VOR de 2017–2018. Pela primeira vez uma embarcação ostentará a bandeira portuguesa e atletas portugueses participarão nesta dura prova. Estes são os nossos novos Heróis do Mar aos quais desejamos votos de “Bom Mar e vento de feição”.

O Mar Português marca assim presença nesta regata promovendo uma mensagem muito forte de encorajamento à preservação dos Oceanos … Clean Seas! Turn the tide on plastics.

FBO

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MELHORIA DOS ACESSOS FERROVIÁRIOS AO PORTO DE SETÚBAL

O Porto de Setúbal é actualmente o segundo maior porto nacional, depois de Sines, na movimentação de mercadorias por ferrovia, razão pela qual a contínua melhoria dos seus acessos ferroviários é essencial para a materialização de cadeias logísticas multimodais eficientes, que potenciem o desenvolvimento e alargamento do seu hinterland.  Este é um dos objectivos estabelecidos na “Estratégia para o aumento da competitividade portuária” apresentada pela Ministra do Mar em Dezembro de 2016. Para tal, no âmbito do Protocolo existente entre a Administração do Porto de Setúbal (APSS) e a empresa INFRA-ESTRUTURAS DE PORTUGAL (IP), foram iniciados em 15 de Setembro os trabalhos para a elaboração dos estudos para a eliminação dos constrangimentos na circulação dos comboios de mercadorias nas estações de Praias-Sado e no Porto de Setúbal. Importa maximizar a operacionalidade das infra-estruturas, para permitir o aumento da capacidade de recepção de comboios com redução dos custos de operação, reforçando ainda a segurança da circulação ferroviária.

Os trabalhos, que consistem no “Estudo de Viabilidade” e no “Projecto de Execução”, são da responsabilidade do Consórcio CGQP (integrado pelas empresas GIBB Portugal – Consultores de Engenharia, Gestão e Ambiente, SA, QUADRANTE – Engenharia e Consultoria, SA e PROSPECTIVA – Projectos, Serviços, Estudos, SA), vencedor do concurso público lançado pela IP e acompanhado pela APSS, têm um valor de 349 940 € e um prazo de execução de 450 dias.

O projecto em apreço compreende como principais intervenções a electrificação e construção de pequenos troços de via na zona de recepção/expedição do Porto de Setúbal, nos Terminais da TERSADO, da SADOPORT, RO-RO e da SOMINCOR, bem como a construção de uma nova ligação entre a estação de Setúbal-Mar e o Porto de Setúbal, de linhas de apoio à estação de Praias-Sado e a supressão e/ou reclassificação de diversas passagens de nível.

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VIANA WORLD BODYBOARD CHAMPIONSHIP

Decorreu na Praia da Arda, em Afife, Viana do Castelo, de 26 de Setembro a 01 de Outubro, o CAMPEONATO DO MUNDO DE BODYBOARD. Esta prova do ranking mundial de bodyboard é a segunda vez que se realiza em Viana do Castelo e integra o circuito “Triple Crown” que se desenrola em três localidades costeiras portuguesas, Sintra, Viana do Castelo e Nazaré.

Durante seis dias Viana do Castelo foi a capital mundial do bodyboard contando com a presença de inúmeros atletas de 16 países, dentre os quais destacamos: o campeão do mundo da APB 2016, Pierre-Louis Costes, Mike Stwart e Ian Campbell, que foi o vencedor este ano da prova de Viana.

Paralelamente, decorreu a European Week of Sport, que permitiu às crianças integradas no projecto Náutica nas Escolas, terem recebido as aulas na praia da Arda enquanto se desenrolava o campeonato. O Presidente do Surf Club de Viana a este propósito disse que … a intenção é tentar proporcionar às crianças uma experiência única com as estrelas mundiais em competição. Pela primeira vez realizou-se ainda a 1st Bodyboard Performance Clinic que tem por objectivo a partilha de experiências e boas práticas sobre o bodyboard de alto rendimento.

Manuel de Oliveira Martins

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A ACTIVIDADE BALEEIRA E O MUSEU DE MARINHA DE LISBOA

Quem visitar o Museu de Marinha, em Lisboa, depara-se com um acervo extremamente interessante relativo à actividade baleeira que teve lugar entre nós, nos Açores e na Madeira, durante século e meio. Trata-se de uma área muito especial de actividade, que se projecta para além das temáticas tradicionais ligadas ao sector da pesca, tendo em conta as características únicas que revestiu até determinado momento, a suspensão internacional da pesca comercial em 1986, no que diz respeito à captura de espécimes.

Importa, pois, dar notícia do acervo museológico que se encontra patente no Museu. Os elementos pertinentes podem encontrar-se na “Sala da Pesca Costeira” e no “Pavilhão das Galeotas”. Mas o Museu dispõe de múltiplos outros suportes para além daqueles que se encontram visíveis para o visitante: modelos de baleeiros; peças de scrimshaw; medalhas; fotografias. Nos expositores disponíveis encontram-se os seguintes elementos: um mapa dos Açores com a sinalização de importantes portos de baleação; um modelo de bote baleeiro e respectiva palamenta; três dentes de cachalote gravados com cenas relativas à arpoação. Além disso, é projectado um filme-documentário realizado em 1949 por Robert Clarke, oceanógrafo britânico, e que tem por título “AZOREAN OPEN BOAT WHALING IN THE NORTH ATLANTIC”.

O espólio visível compreende ainda um bote baleeiro exposto no “Pavilhão das Galeotas” que tem a menção “Oferta do Dr. Manuel Christiano de Sousa da União das Armações Baleeiras das Flores e Corvo Lda. em 1967”. O bote apresenta-se com a respectiva palamenta. Encontra-se ainda no Pavilhão um conjunto de painéis que fez parte da Exposição “Portugal-Noruega. Duas Nações Voltadas ao Mar”, que integra elementos sobre a actividade baleeira nos Açores. Além disso, o Museu, na sua página electrónica, dá relevo a esta actividade, descrevendo as características que revestiu ao longo dos tempos. Na parte relativa à Extensão Educativa pode encontrar-se um questionário relativo à Sala da Pesca Costeira, aí se inserindo uma questão sobre as embarcações que representam os Açores e a Madeira e cuja resposta remete para a actividade baleeira.

Na loja do Museu, o acervo bibliográfico compreende a obra de Robert Clarke, publicada em 1954 com o título Baleação em Botes de Boca Aberta nos Mares dos Açores e Métodos Actuais de uma Indústria-Relíquia, na tradução de Fernando Jorge Faria da Silva, de 2001 (título original Open Boat Whaling in the Azores. The History and Present Methods of a Relic Industry).

Pode afirmar-se que a apresentação museológica da actividade baleeira constitui, hoje, apenas um elemento de uma concepção ampla desta actividade. Com efeito, há muitos outros aspectos que continuam a integrar um conceito dinâmico e actual da actividade: análise socioeconómica, difusão cultural, preservação e valorização do património, investigação científica, desenvolvimento da cooperação, participação em instâncias e negociações internacionais.

Não podemos esquecer que Portugal participou activamente, como observador, nos trabalhos da Comissão Baleeira Internacional, tendo aderido, em 2002, ao estatuto de membro de pleno direito desta organização internacional, desempenhando participação de relevo no seu âmbito. Bastará recordar os trabalhos preparatórios de revisão da Convenção Internacional de Regulação da Pesca da Baleia, que tiveram lugar, numa das sessões, no Estoril, bem como a realização, em 2009, no Funchal, da Reunião Anual da Comissão ou a eleição de Portugal para um mandato do respectivo Comité Consultivo. Por todas estas razões se justifica que se continue a tratar esta temática e a empreender todos os esforços no sentido de se valorizar as suas diversas e multifacetadas componentes.

FCC

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AFONSO, João, Mar de Baleias e Baleeiros, Ed. da Região Autónoma dos Açores – Secretaria Regional da Educação e Assuntos Sociais – Direcção Regional da Cultura, Angra do Heroísmo, 1998.

COMERLATO, Fabiana, “A musealização da caça à baleia: proposta de análise comparada entre Portugal, Estados Unidos e Noruega” in Anais do 2° Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações, Florianópolis SC, Brasil – 17 a 19 de Setembro de 2012, 2012, pp. 134-147.

CORREIA CARDOSO, Fernando José, “A presença da actividade baleeira dos Açores no Museu de Marinha (Lisboa)” in Boletim do Núcleo Cultural da Horta, n° 25, 2016, pp. 191-206.

FREITAS, Luís, “Museu da Baleia da Madeira: preparando o futuro” in Património Baleeiro dos Açores. Herança e Modernidade, Ed. Presidência do Governo Regional dos Açores/Direcção Regional da Cultura, 2011, pp. 88-95.

RODRIGUES PEREIRA, José António, “A baleação no espólio do Museu de Marinha”, ibidem, 2011, pp. 114-117.

 

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PESCA DO ATUM EM CONFERÊNCIA NOS AÇORES

Vai decorrer nos próximos dias 16 e 17 de Outubro, na cidade da Horta, ilha do Faial, o primeiro encontro internacional sobre a pesca de atum com recurso à arte de salto e vara.

A conferência que decorrerá no edifício “Sociedade Amor da Pátria”, reunirá os líderes mundiais envolvidos na pesca de atum com a arte de salto e vara e linha de mão para partilhar as melhores práticas, discutir soluções, avaliar a dinâmica social e económica das pescarias individuais e explorar formas de colaboração para o desenvolvimento do sector. Este será o primeiro encontro a nível mundial entre todos os intervenientes deste sector de actividade, nomeadamente pescadores, comerciantes, governantes, investigadores e ONG’s, com o objectivo de estreitar relações preparando-se para as crescentes exigências de mercado.

A PESCA DO ATUM

As várias espécies de atum são migradoras e assumem um papel fundamental nos ecossistemas costeiros e oceânicos sendo reconhecidas como fonte de alimento e de sustento para comunidades pesqueiras ao redor do globo.

Há cinquenta anos atrás, a maior parte do atum comercializado por todo o mundo era capturado com técnicas de pesca de baixo impacto, contudo o desenvolvimento das técnicas e meios de pesca elevou a pesca do atum para níveis industriais. Actualmente, a maior parte do atum é capturado com redes de cerco e por grandes embarcações palangreiras. Embora estes métodos sejam mais eficazes ao nível da quantidade capturada, eles induzem graves perturbações nos ecossistemas marinhos. Contudo, algumas pescarias de salto e vara persistem e estão na vanguarda do movimento sustentável do consumo de pescado.

A PESCA DE SALTO E VARA

Esta arte designa-se mais correctamente por “pesca de salto e vara com isco vivo” devido às características das artes utilizadas e porque utiliza pequenos peixes pelágicos vivos como isco (chicharro, sardinha, cavala, carapau, etc.). Como o nome indica, implica uma vara (que varia de tamanho e forma) e a técnica do salto, que consiste em puxar o peixe para bordo com um só movimento, fazendo-o saltar. Claro que esta manobra é tanto mais difícil quanto maior for o tamanho do peixe.

É uma pesca activa e dinâmica que procura os cardumes de atum na superfície atraindo-os para junto da embarcação com isco vivo. Dois factores são extraordinariamente importantes neste tipo de pesca: a grande voracidade que os atuns apresentam quando estão a alimentar-se, chegando a entrar em frenesim, e a habilidade que o pescador possui em iludir o atum, atraindo-o ao seu anzol.

Aspecto de grande interesse na pesca de atum nos Açores é o facto de esta depender directamente de outra pescaria, a captura do isco vivo. Nos Açores, esta é feita com pequenas redes de cerco, ou “enchelavares”, que capturam os pequenos peixes na costa, e os armazenam em grandes tanques (tinos) na embarcação. Sem estes pequenos exemplares não seria possível atrair à superfície os grandes cardumes de atum.

OS AÇORES, EXEMPLO DE RESPEITO PELA PROTECÇÃO DOS ECOSSISTEMAS MARINHOS.

Desde a década de 50 do século passado que os Açores pescam atum com salto e vara. Estas pescarias fazem actualmente parte integrante da economia local, tornando por isso os Açores num local perfeito para a realização da primeira conferência internacional relativa a este assunto.

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, salientou a necessidade de … sensibilizar a comunidade internacional para a importância de defender o salto e vara como uma arte ambientalmente sustentável, acrescentando que esta pesca … deve receber um tratamento distinto da pesca industrial, na medida em que salvaguarda a preservação do atum e respeita o ecossistema marinho, não afectando animais marinhos como, por exemplo, os golfinhos.

A sustentabilidade das pescarias de atum tem sido uma preocupação do Governo dos Açores que, junto da Comissão Europeia e da Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico (ICCAT), tem defendido a implementação de medidas mais restritivas à pesca industrial desta espécie, que se desenvolve essencialmente utilizando redes de cerco e tecnologias de agregação de peixe, bem como a criação de corredores marítimos livres deste tipo de dispositivos.

A CONFERÊNCIA

  Este evento vai reunir líderes governamentais de vários países, bem como armadores, pescadores, associações do sector, comerciantes, indústria, investigadores e membros de organizações não governamentais e pretende … valorizar uma técnica artesanal, amiga do ambiente, também utilizada nos Açores para a captura de atum.

A primeira Conferência Internacional de Salto e Vara tem como objectivos principais a partilha das melhores práticas, a identificação dos desafios relacionados com a utilização de artes de pesca artesanais em diferentes regiões e a avaliação do potencial que representam em termos de valorização do pescado.

Esta iniciativa reveste-se de grande importância para todas as regiões que utilizam o salto e vara e, em particular, para os Açores, onde os pescadores utilizam esta técnica desde os anos 50 do século XX, afirmou Gui Menezes, acrescentando que a Região, ao promover a realização desta conferência, assume … uma posição de liderança no contexto mundial na defesa desta técnica de pesca artesanal.

A Conferência Internacional de Salto e Vara, organizada pelo Governo dos Açores em parceria com a Fundação Internacional de Salto e Vara (PNLF), já tem confirmados participantes de uma dezena de países para além de Portugal, nomeadamente dos EUA, África do Sul, Reino Unido, Espanha, Senegal, Cabo Verde, Japão, Maldivas, Alemanha e Bélgica.

JAG

Fontes:

www.azores.gov.pt

www.madeinazores.eu

 

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“FIGUEIRA DA FOZ” INICIA MISSÃO NOS AÇORES

       Largou no passado dia 25 de Setembro da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, o NRP “FIGUEIRA DA FOZ”, dando início à sua segunda missão de três meses na Região Autónoma dos Açores, estando previsto o regresso a Lisboa no final de Dezembro.

O “FIGUEIRA DA FOZ” partiu sob o comando do Capitão-tenente António Guardado Neto e tem embarcados cinquenta militares, incluindo uma equipa de fuzileiros e uma equipa de mergulhadores.

Presença Naval nos Açores

A Marinha Portuguesa mantém em permanência no mar dos Açores, um meio naval oceânico, uma corveta ou um navio patrulha oceânico (NPO), que é rendido cada três meses.

Esta presença naval executa fundamentalmente missões no âmbito do apoio à Autoridade Marítima Nacional, com objectivos prioritários de responder a pedidos de busca e salvamento marítimo no mar dos Açores, prestar assistência a pessoas e embarcações em perigo em caso de necessidade, bem como vigiar e patrulhar os espaços marítimos sob jurisdição nacional. O navio tem igualmente capacidade para apoiar a protecção civil e demais autoridades regionais para auxílio à população em caso de catástrofe natural ou calamidade.

A CLASSE VIANA DO CASTELO

O NRP “FIGUEIRA DA FOZ” é o segundo navio patrulha oceânico da classe VIANA DO CASTELO, um projecto exclusivamente nacional, desenhado especificamente para as necessidades nacionais, mas com ampla capacidade de adaptação a requisitos de outros países com necessidades semelhantes no âmbito da fiscalização e segurança marítimas.

A classe VIANA DO CASTELO é neste momento composta por quatro navios, “VIANA DO CASTELO”, “FIGUEIRA DA FOZ”, “SINES” e “SETUBAL”, os dois últimos ainda em construção nos estaleiros West Sea, em Viana do Castelo, num programa conduzido pelo consórcio “West Sea – EDISOFT”. A classe inicialmente previa um total de dez navios, para substituir as doze corvetas das classes JOÃO COUTINHO e BAPTISTA DE ANDRADE e o navio balizador “SCHULTZ XAVIER”.

São navios com um deslocamento de 1 850 tons, um comprimento de 83.1 m e uma boca (largura) de 13.5 m. Porque são navios que se pretendem económicos, são altamente automatizados e por essa razão têm uma guarnição reduzida a 42 militares. Atingem uma velocidade máxima da ordem dos 21 nós (cerca de 39 km/h). Como armamento principal dispõe duma moderna peça de artilharia Oto Melara de 30 mm, de controlo remoto, instalada na proa. Estão também equipados com um sensor electroóptico SAGEM/VIGY e dois radares de navegação KH Manta 2000.

foto: marinha portuguesa

                                                                              JAG

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UM BRILHOZINHO DE SOL EM LEIXÕES

Desde que foi construído o cais acostável de Matosinhos que serviria o novo Terminal de Cruzeiros de Leixões, cujas obras principiaram em Março de 2010 e terminaram em Dezembro de 2011, assistiu-se a um assinalável incremento de escalas de navios de cruzeiro. Os seus 340 m de comprimento e 18 m de largura associados a uma profundidade de 10 m, em muito contribuíram para o sucesso desta estrutura portuária, que via o seu anterior terminal de Leça da Palmeira já incapaz de receber os novos paquetes que, em muito, ultrapassavam os 250 m, comprimento máximo dos navios que podia acolher.

Assistiu-se, porém, a um pequeno hiato em que houve companhias, com destaque para a Cunard, que interromperam as escalas até ao término das obras do edifício do Terminal, que viria, no entretanto, a ser inaugurado em 23 de Julho de 2015.

A partir de então o aumento de escalas, pode dizer-se, tornou-se explosivo. Se compararmos, por exemplo, com o ano de 2000, em que as escalas se ficavam por cerca de 40 navios, em 2011, com o novo cais, passou-se para os 56 e, em 2015, com o novo edifício já em funcionamento, registavam-se 85. No presente ano já se ultrapassa a centena. Longe vão, portanto, as escassas 24 escalas de 1994, primeiro ano em que temos acesso às estatísticas insertas no site da APDL, e boas perspectivas de futuro se apresentam!

Claro que acompanhando este incremento de escalas de navios de cruzeiro, não poderiam deixar de se verificar escalas inaugurais, não apenas de navios como também de companhias. Uma dessas escalas inaugurais, que se verificou no passado dia 26 de Agosto, foi a do “AIDASol” que, procedendo da Corunha atracou pelas 07:00 horas ao cais do Terminal de Cruzeiros de Matosinhos, tendo partido, rumo a Lisboa, às 18:00 horas do mesmo dia.

Este navio tem uma particularidade interessante: é parte da frota de uma companhia, a AIDA Cruises, “pertencente” a três países, pois tem a sua sede em Rostock, na Alemanha, tem o centro logístico do programa de novas construções baseado em Hamburgo, também na Alemanha, é propriedade da Carnival Corporation & PLC, americana, e é gerida pela companhia Costa Crocieres, estando registado em Génova, pelo que arvora bandeira italiana. É a quinta unidade da classe SPHINX, que principiou com a construção, do “AIDAdiva”, de 2007, nos estaleiros Meyer Werft, em Papenburg. O corte das primeiras chapas de aço deste navio tivera lugar em 28 de Outubro de 2005 e a quilha seria assente na carreira de construção em 3 de Março de 2006. Deixou o hall coberto de construção em 4 de Março, foi transferido para Emden em 10 do mesmo mês e, finalmente, o baptismo e entrega foram realizados em Hamburgo em 20 de Abril de 2007. Seria o início da classe …

Foi rotundo o sucesso deste primeiro navio e da nova classe, não apenas junto do mercado alemão, para o qual fora concebido, como também para a própria Carnival Corporation, facto que levou à encomenda aos Meyer Werft de mais seis unidades, distribuídas por duas séries. A primeira série, com 68 500 GT e 1 025 cabines, além do “AIDAdiva” (2007), compreende o “AIDAbella” (2008) e o “AIDAluna” (2009). A segunda série de navios, que mais não é do que uma melhoria da primeira, também conhecida como classe IKARUS, com 71 300 GT e 1 088 cabines, contém mais quatro navios: o “AIDAblu” (2010), o “AIDAsol” (2011) que agora visitou Leixões, o “AIDAmar” (2012) e o “AIDAstella” (2013).

De notar que de entre os navios das diversas companhias que operam unidades de cruzeiros, os da AIDA sobressaem por se enquadrarem num modelo completamente diferente dos demais, mercê de novos conceitos de arranjo dos espaços públicos. Efectivamente, desde que se principiou a prover os navios de cruzeiros com cabines dotadas de varandas privadas, estas passaram a ocupar as pontes superiores, empurrando para as pontes mais baixas os espaços públicos. Contrariamente, nas unidades da AIDA, os espaços públicos passaram a ocupar as pontes superiores passando as cabines a ocupar as inferiores; e o usual Teatro, habitualmente colocado à proa nos decks inferiores do navio, também desapareceu, sendo substituído por um novo espaço, agora situado a meio-navio: o Theatrium.

Um outro aspecto distintivo dos navios da AIDA Cruises, que os torna imediatamente reconhecíveis e lhes dá um aspecto que diríamos jovem, é a obra de arte que decora ambos os lados do casco, em que é fácil distinguir a influência da ópera Verdiana que tem o mesmo nome da companhia. Refiro-me à ópera Aida, de Giuseppe Verdi… São os lábios laranja e vermelho, sublinhados a negro, na proa e os olhos negros preenchidos a amarelo, com as pálpebras superiores em azul forte, que deixam um rasto azul mais claro que percorre ambos os lados do casco em cerca de três quartas partes do seu comprimento.

A classe SPHINX, que foi concebida especificamente para o mercado alemão, enquadra-se no que se convencionou chamar de clubship, que se para alguns representa a passagem do conceito francês do “Club Mediterranée” para os navios, para outros será antes o aproveitamento do conceito britânico de “Ocean Village”. Ou seja, procura apostar-se numa clientela mais jovem, mais activa e mais informal, que dispensa os formalismos e os cerimoniais usuais noutras companhias, em especial ao jantar no restaurante principal. Mas a característica principal da classe, e portanto do AIDAsol, é o já referido “Theatrium” circular, o verdadeiro coração do navio, misto de espaço para espectáculos e de espaço público, situado a meio-navio. Este conceito foi proposto pelo departamento de marketing da companhia e desenvolvido pelo gabinete de arquitectura Partner Ship Design. Prolonga-se por três decks (9, 10 e 11) e é coberto por uma cúpula de vidro. É um espaço público durante o dia, usado para vários eventos, e que à noite funciona como salão onde têm lugar as performances teatrais ou outras, estando equipado para o efeito com tecnologia de som e de iluminação das mais recentes. Não existe a bordo, portanto, um teatro nos moldes tradicionais dos outros tipos de navios. É em volta deste Theatrium que nos três decks que ocupa se distribuem as restantes áreas públicas, desenhadas em articulação com este espaço, e que exteriormente é claramente denunciado pelo vitral em forma de leque que se desenvolve pela altura dos três decks superiores e se prolonga ainda para cima no deck solário.

O “AIDAsol” foi encomendado em 13 de Dezembro de 2007 aos estaleiros Meyer Werft de Papenburg (construção nº 689), Alemanha, pela Carnival Corporation, empresa-mãe da AIDA Cruises. Aqui foi feita toda a montagem das várias secções que compõem o navio, algumas das quais foram produzidas no estaleiro Neptun Shipyard, de Rostock, de onde seguiram a reboque para Papenburg.

Esta unidade tem 252 m de comprimento, 32.20 m de boca e 71 300 GT de porte. Nos seus 14 decks acessíveis aos passageiros, as suas 1 097 cabines distribuem-se por 12 deles. Daquelas, 23 são suites, 488 cabines possuem varanda privativa, 172 são exteriores e 414 interiores. A lotação é de 2 194 passageiros e 609 elementos de tripulação. Foi colocado na carreira de construção em Novembro de 2009 e posto a flutuar em 26 de Fevereiro de 2011, saindo do hall coberto no dia seguinte, 27 de Fevereiro, para acostar ao cais de aprestação. Em 12 e 13 de Março desceria o rio Ems a caminho do mar do Norte onde efectuou provas de mar, sendo finalmente entregue em Emden no dia 31 do mesmo mês. A cerimónia de baptismo teve lugar em Kiel no dia 9 de Abril seguinte, sendo madrinha Bettina Zwickler, uma entusiasta da AIDA Cruises escolhida, entre 1 600 candidatas, por um concurso online.

Entre as várias opções de restauração e similares, o navio conta com 7 restaurantes e 14 bares. De entre os vários restaurantes, o Rossini é um restaurante especializado, apenas para jantar, mas com reserva necessária e custo adicional, enquanto o Markt, sala de jantar principal, é um restaurante self-service, com uma ampla variedade de comida e um pequeno terraço. O Bella Dona é um restaurante de comida italiana, estilo buffet, aberto 24 horas. No Buffalo Steackhouse, de menu a-la-carte, é necessária reserva e o Sushi Bar, japonês, também tem um custo adicional.

As opções de entretenimento também são variadas. O Kids Club, por exemplo, destina-se a crianças e adolescentes entre os 3 e os 11 anos, enquanto o Theatrium, com 948 lugares distribuídos pelos três decks superiores, com paredes e cúpula de vidro, tem um palco com plataformas dinâmicas e moderno equipamento de luz e de som, apresenta produções em grande escala. Por sua vez, se o AIDA Lounge, é dotado com confortáveis assentos e proporciona vistas panorâmicas de 270º, o AIDA Bar é um salão de grande capacidade, igualmente com janelas panorâmicas. A área do sun deck, finalmente, é servida pelo Beach Bar. Os passageiros podem ainda desfrutar do Body & Soul Sport Fitness, um espaço com um ginásio moderno e bem equipado, e do SPA Body & Soul, com 2 300m2.

Código de chamada: ICPE; Nº IMO: 8490040; MMSI: 247302900

Referências:

MAYES, William – Cruise Ships. Fifth Edition – Overview Press – Windsor, 2014

SAUNDERS, Aaron – Giants of the Seas – Seaforth Publishing, Pen &Sword – Barnsley, 2013

SMITH, PeterC. – Cruise Ships, The Worlds most Luxurious Vessels – Pen &Sword, 2010

Internet:

World Cruises.com

Cruise industry News

Mer et Marine (vários artigos)

Fernando Paiva Leal

arq.paivaleal@gmail.com

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OFICIAIS DA MARINHA DO BRASIL VISITAM O ALFEITE

Os auditores do CURSO DE POLÍTICA E ESTRATÉGIA MARÍTIMA da Escola de Guerra Naval do Brasil, estiveram em Portugal, tendo visitado a Marinha Portuguesa, no passado dia 23 de Setembro. A visita pretendeu mostrar a organização e capacidades da Marinha Portuguesa, abordando o planeamento e a preparação da Força Naval Portuguesa.

Na foto, tirada na Base Naval de Lisboa, no largo frente ao Palácio do Alfeite, o Vice-almirante Gouveia e Melo, Comandante Naval e o Comodoro Oliveira e Silva, Segundo Comandante Naval, surgem acompanhados pela delegação da Marinha do Brasil.

A importante relação entre as duas Marinhas é evidente nas palavras do Director da Escola de Guerra Naval do Brasil, Contra-Almirante Santana Mendes, ao lembrar que a origem do povo brasileiro se deve à Marinha Portuguesa, sendo esta não uma longa, mas sim uma eterna amizade.

 

A ESCOLA DE GUERRA NAVAL

Criada em 1914 na cidade do Rio de Janeiro, a Escola de Guerra Naval (EGN) é uma instituição de altos estudos militares destinada à preparação dos oficiais da Marinha do Brasil para o desempenho de elevadas funções operacionais e administrativas.

Na EGN são ministrados os cursos de Estado-Maior para oficiais subalternos, qualificações de altos estudos militares, com a duração de um ano, para oficiais superiores e de Política e Estratégia Marítimas, também com duração aproximada de um ano.

foto: Marinha Portuguesa

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CAMPEONATO DE BOTES BALEEIROS NA ILHA DO FAIAL

Chegou ao fim o CAMPEONATO DE BOTES BALEEIROS DA ILHA DO FAIAL DE 2017. A Regata realizada no sábado, dia 23 de Setembro, marcou o fim desta competição e serviu, também, para homenagear o Clube Naval da Horta (CNH) no seu 70º Aniversário.

A Regata à Vela e a Remo em Bote Baleeiro foi promovida e organizada pela Secção de Botes Baleeiros do CNH. A Regata de Vela – que pontuou para o Campeonato de Vela em Bote Baleeiro da Ilha do Faial 2017 – estava marcada para as 15 horas e a de Remo começaria após a conclusão desta, mas houve um ligeiro atraso na realização de ambas, referiu José Decq Mota, da Secção de Botes Baleeiros do Clube.

A lancha da Comissão de Regata – que teve como Presidente Vítor Mota – foi a “WALKIRIA”, do CNH, secundada pela “MARIA MANUELA”, propriedade de João de Brito.

       REGATA DE VELA – Início: 15:38

Classificação:

1º: “Senhora das Angústias” – Junta de Freguesia das Angústias – Oficial: José Gonçalves

2º: “Senhora do Socorro” – Junta de Freguesia do Salão – Oficial: Pedro Garcia

3º: “Senhora de Fátima” – Junta de Freguesia de Castelo Branco – Oficial: António Luís

4º: “Maria da Conceição” – CNH – Oficial: Luís Alves

5º: “Claudina” – CNH – Oficial: Mário Carlos

6º: “Senhora da Guia” – Junta de Freguesia da Feteira – Oficial: Rute Matos

7º: “Capelinhos” – Junta de Freguesia do Capelo – Oficial: Felipe Goulart

8º: “São José” – Junta de Freguesia do Capelo – Oficial: David Sousa

       REGATA DE REMO – Início: 18h12

Classificação Masculina:

1º: “Maria da Conceição” – CNH – Oficial: Paulo Correia

2º: “Claudina” – CNH – Oficial: Pedro Garcia, com a tripulação da IX Regata Internacional de Botes Baleeiros, realizada este mês, em New Bedford

Classificação Feminina:

1º: “Senhora da Guia” – Junta de Freguesia da Feteira – Oficial: Isabel Andrade

2º: “Senhora de Fátima” – Junta de Freguesia de Castelo Branco

Fotografias de: José Macedo

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